
Lideranças de caminhoneiros decidiram, em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (19/3) no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, no litoral de São Paulo, não realizar paralisação. A decisão foi tomada após reunião com representantes de diversas associações, que avaliaram o cenário da categoria diante da alta do diesel e dos valores dos fretes.
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Apesar da insatisfação, entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam) optaram por não deflagrar greve, mantendo o diálogo com autoridades e o acompanhamento do comportamento dos preços dos combustíveis.
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A possibilidade de paralisação vinha sendo discutida e chegou a preocupar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente devido ao histórico recente de mobilizações que impactaram o abastecimento no país em período pré-eleitoral.
Segundo lideranças do setor, o aumento do diesel segue como principal ponto de tensão, reduzindo a rentabilidade dos caminhoneiros. O presidente da Abrava já havia apontado o combustível como um dos gatilhos da crise enfrentada pela categoria.
Governo endurece regras
Em meio à pressão da categoria e à possibilidade de paralisação, o governo federal publicou, nesta quinta-feira, a Medida Provisória nº 1.343/2026, com o objetivo de endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e ampliar a proteção aos caminhoneiros. A iniciativa surge como resposta direta às demandas do setor, que vinha sinalizando a chance de greve diante da alta do diesel e da defasagem nos valores pagos pelos fretes.
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