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21 de abril de 2026

As micronovelas das frutas: o que está por trás dos vídeos ‘inocentes’


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 21/04/2026 às 14h32
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Reprodução/ Redes Sociais

Era um morango que apanhava do marido, um abacate. O motivo parecia banal, ele dizia que ela era “ácida demais”, fora do padrão, difícil de agradar. O que começava como piada virava rotina. O abacate pedia desculpas depois, dizia que era amor, que ela provocava. O morango, pequeno, vermelho, exposto, ia acreditando. Até que um dia amadureceu, não no sentido da doçura que ele exigia, mas no entendimento. Saiu. E a história termina como tantas outras que parecem leves, mas carregam um peso conhecido.

Essa narrativa, que poderia ser só mais um vídeo curto nas redes sociais, revela uma tendência crescente das chamadas micronovelas protagonizadas por frutas, objetos ou personagens não humanos. Um formato que, à primeira vista, parece inofensivo, quase infantil, mas que opera em um território simbólico potente. É ali que valores são testados, reforçados e, muitas vezes, naturalizados.

A questão não é o uso de elementos fantásticos. A literatura, o teatro e o audiovisual sempre recorreram a metáforas e alegorias para falar do humano. O ponto de atenção está no tipo de discurso que essas formas estão carregando hoje. Quando um morango apanha de um abacate, não estamos diante apenas de uma invenção criativa. Estamos diante de uma codificação.

Platão, ao discutir o papel da arte na formação da pólis, já alertava para o poder das narrativas na construção do pensamento coletivo. Para ele, as histórias não eram neutras, elas educavam, moldavam e direcionavam o comportamento. Séculos depois, Stuart Hall amplia essa compreensão ao afirmar que toda mensagem cultural é produzida dentro de um sistema de codificação. Ou seja, nada do que vemos circula sem intenção, ainda que essa intenção não seja consciente para quem consome.

Leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online. 

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