Café quente pode liberar milhões de microplásticos no copo, diz estudo
Beber café quente em copos descartáveis pode significar ingerir muito mais do que cafeína. Um novo estudo científico revelou que o calor aumenta significativamente a liberação de microplásticos de copos usados para bebidas quentes, levantando alertas sobre um hábito cotidiano comum em cafeterias ao redor do mundo.
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A pesquisa, publicada no Journal of Hazardous Materials: Plastics, analisou como diferentes tipos de copos se comportam quando entram em contato com líquidos aquecidos. O resultado foi direto: quanto maior a temperatura da bebida, maior a quantidade de microplásticos liberados e o tipo de material do copo faz toda a diferença.
O que são microplásticos
Microplásticos são fragmentos extremamente pequenos de plástico, que variam de partículas microscópicas até tamanhos visíveis a olho nu. Eles podem ser liberados durante o uso normal de produtos plásticos e acabam no meio ambiente, nos alimentos e, potencialmente, no corpo humano.
Embora ainda não existam dados conclusivos sobre os impactos de longo prazo dessas partículas na saúde, pesquisadores destacam que o tema exige atenção e mais estudos.
Detalhes do estudo
Para entender o problema fora do laboratório, os cientistas coletaram cerca de 400 copos de café em Brisbane, comparando copos totalmente de plástico com copos de papel revestidos internamente por uma fina camada plástica. Os testes foram feitos com líquidos a 5 °C e a 60 °C, simulando café gelado e café quente.
Os resultados mostraram dois pontos centrais. Primeiro, copos de papel com revestimento plástico liberaram menos microplásticos do que os copos inteiramente de plástico. Segundo, o calor foi determinante: nos copos plásticos, a liberação de partículas aumentou cerca de 33% quando o líquido quente substituiu o frio.
De acordo com os cálculos do estudo, uma pessoa que consome diariamente 300 ml de café quente em copos plásticos pode ingerir mais de 360 mil partículas de microplástico por ano.
Imagens de alta resolução ajudaram a explicar o fenômeno. Os copos totalmente de plástico apresentaram superfícies internas mais ásperas, cheias de microirregularidades. O calor faz o material se expandir, amolecer e se contrair, facilitando o desprendimento dessas partículas diretamente na bebida.
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