A captação de alunos pelas universidades particulares cresceu 8,6% para o período letivo do primeiro semestre de 2026, em comparação com o observado um ano antes, e alcançou 23,5 mil alunos, aponta levantamento feito pela consultoria Educa Insights obtido pela Broadcast.
O período de captação se mantém até março, portanto os dados finais das instituições de ensino podem aumentar, mas o estudo já aponta as principais tendências do primeiro semestre deste ano no ensino superior.
O principal destaque foi a modalidade presencial, que cresceu 14,8%, alcançando 18,2 mil novos alunos. Em seguida vem a semipresencial, que teve aumento de 9,2%, e ingresso de 2,1 mil alunos. O Ensino a Distância (EaD) apresentou alta de 1,9% em relação ao ano passado, com adição de 3,1 mil estudantes.
De acordo com o levantamento, a curva de captação mostrou aceleração relevante nos meses finais do ciclo, especialmente em janeiro e fevereiro, quando as taxas de conversão atingiram os maiores patamares.
No mix de formas de ingresso, o vestibular online liderou com ampla vantagem tanto no presencial quanto no EaD. No ensino a distância, as taxas médias de conversão foram superiores às do presencial, 21,6% contra 14,5%, com destaque para segunda graduação e vestibular online.
A pesquisa da Educa Insights mostra, ainda, que o vestibular tradicional perdeu relevância, principalmente no EaD, onde apresentou baixa conversão.
Em relação aos cursos, no presencial a demanda está mais concentrada em carreiras como Direito, Psicologia e áreas da saúde, enquanto no semipresencial e no EaD predominam cursos de gestão e tecnologia, como Administração, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Ciências Contábeis.
O estudo mostra, ainda, que em todas as modalidades, poucos cursos concentram a maior parte da demanda, mostrando forte concentração e indicando que a estratégia comercial deve priorizar esse grupo principal de graduações.