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07 de abril de 2026

Carro, Uber e moto fazem transporte individual superar o público na Grande SP


Por Agência Estado Publicado 11/02/2025 às 15h38
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Pela primeira vez em cerca de duas décadas, moradores da capital e região metropolitana de São Paulo passaram a utilizar mais o transporte individual – como carro, moto, táxi e veículo aplicativo – do que o transporte coletivo – metrô, trem e ônibus.

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Foto: Tiago Queiroz / Estadåo

Essa é uma das principais conclusões da pesquisa Origem e Destino, conhecida como Pesquisa OD, realizada pelo Metrô de São Paulo e divulgada nesta terça-feira, 11, em São Paulo.

Pela primeira vez em cerca de duas décadas, moradores da capital e região metropolitana de São Paulo passaram a utilizar mais o transporte individual – como carro, moto, táxi e veículo aplicativo – do que o transporte coletivo – metrô, trem e ônibus.

Essa é uma das principais conclusões da pesquisa Origem e Destino, conhecida como Pesquisa OD, realizada pelo Metrô de São Paulo e divulgada nesta terça-feira, 11, em São Paulo.

A pesquisa aponta que o uso do transporte coletivo diminuiu em todas as sub-regiões da pesquisa, com as maiores quedas no Sudoeste, região de Embu das Artes e Itapecerica da Serra, com 27,5%, Oeste, que engloba Barueri e Osasco (21,9%) e Sudeste, no ABC, com 33%.

Para a pesquisa, viagem é o deslocamento entre o endereço de origem e o de destino por um motivo específico (trabalho ou educação, por exemplo), com um ou mais modos de transporte.

A participação do modo individual cresceu em todas as faixas de renda, chegando a 79,8% na faixa de mais elevada (mais de R$ 15.840). O transporte coletivo, por sua vez, registrou queda tanto em números absolutos quanto em participação em todas as faixas salariais. A queda em relação a 2017 foi de 19,8%.

Em 2023, foram realizadas 35,6 milhões de viagens diárias na região metropolitana. Cerca de 70,5% dessas viagens ocorreram por modos motorizados (coletivo e individual), enquanto os restantes 29,5%, por modos não motorizados (bicicleta e a pé).

Uso do transporte coletivo está em queda desde 2007

O sentido da curva do uso do transporte coletivo já era descendente desde 2007, movimento que foi captado também no último levantamento, feito em 2017.

Luiz Antonio Cortez Ferreira, gerente de Planejamento e Meio Ambiente do Metrô, lembra que os anos 2000 foram marcados por diversas medidas que impulsionaram o transporte público e atraíram mais passageiros, como a implementação do Bilhete Único (2005), que permitiu baldeações nos ônibus de forma mais integrada e econômica, e depois a expansão do bilhete para trens e metrôs no ano seguinte.

Um dos principais aceleradores do transporte individual são os serviços por aplicativos, que se instalaram em São Paulo há cerca de uma década. O táxi (táxi convencional e serviços por aplicativo) tinha 4,4% de participação no total motorizado no último levantamento, mas teve crescimento de 137,3%, impulsionado por essa modalidade. Esse segmento passou de 468 mil para 1.112 milhão de viagens em 2023.

Além de serviços de transporte de passageiros, como Uber e 99, ganharam força o uso de motos para a entrega de refeições e mercadorias, modelo seguido pelo iFood e Rappi.

“A tendência de mudanças nas formas de trabalho e escola sofreu aceleração na pandemia, que se mostrou como catalisador de outras alterações nas formas de consumo (e-commerce, por exemplo), nos formatos de trabalho e escola e no crescimento de modos antes não dominantes de transporte, como carros por aplicativo”, diz Cortez Ferreira.

No início deste ano, a Uber e a 99 tentaram mais uma vez implementar o serviço de mototáxi na capital paulista, embora um decreto municipal proíba a modalidade. Em reação, a Prefeitura intensificou a fiscalização e conseguiu na Justiça suspender a oferta do modelo.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) argumenta que o aumento da circulação de motos eleva os riscos de acidentes – a cidade teve em 2024 a maior taxa de violência do trânsito da última década. As plataformas, por sua vez, dizem ter mecanismos de segurança para evitar colisões e atropelamentos. O tema deve voltar à discussão na Câmara, onde foram protocolados projetos para liberar o mototáxi.

A pesquisa Origem e Destino aponta ainda que os principais motivos de deslocamento da população continuam sendo trabalho e educação. Das 35,7 milhões de viagens realizadas na região metropolitana, 16,5 milhões (46,2%) ocorreram por motivo de trabalho. O segundo motivo continua sendo a educação, responsável por 12,9 milhões das viagens diárias, 36,2% do total.

As informações são da  Agência Estado, parceiro do portal GMC Online.


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