Conheça o chá que pode ser a chave no combate ao Alzheimer


Por Redação GMC Online

A doença de Alzheimer, reconhecida como uma das principais aflições da saúde mental na contemporaneidade, é uma condição neurodegenerativa crônica e progressiva que afeta predominantemente a população idosa. Caracterizada pela deterioração gradual das funções cognitivas, a enfermidade manifesta-se por sintomas como perda de memória, dificuldade de concentração, desorientação temporal e espacial, além de alterações no comportamento e na personalidade.

Foto: Pixabay

A causa exata do Alzheimer permanece complexa e multifacetada, envolvendo fatores genéticos e ambientais. A ausência de um tratamento definitivo e a natureza incapacitante da doença representam desafios significativos para pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam incansavelmente terapias eficazes e estratégias de prevenção. Assim, um estudo recente de cientistas da Universidade Tufts, nos Estados Unidos revelou um potencial aliado surpreendente: uma simples xícara de chá verde.

No total, 21 substâncias potencialmente benéficas foram identificadas durante a pesquisa, que utilizou um modelo tridimensional de células nervosas do cérebro humano.

O propósito da análise era determinar quais compostos poderiam inibir o crescimento das placas beta-amiloide associadas ao Alzheimer. Entre eles, cinco mostraram eficácia, destacando-se as catequinas, um composto presente nas folhas do chá verde.

No decorrer do experimento, as catequinas do chá verde e o resveratrol (presente no vinho, por exemplo) demonstraram reduzir a formação de placas nas células neurais. Enquanto as catequinas atuam como um agente “antiviral” na doença de Alzheimer, sugerindo a possibilidade de inibição ou até mesmo prevenção, é imperativo ressaltar que mais pesquisas são necessárias para validar essa teoria.

A equipe de pesquisa alertou que, apesar dos resultados promissores, é crucial ter em mente que os efeitos observados em laboratório nem sempre se traduzem diretamente em tratamentos eficazes para pacientes. Isso se deve, em parte, à dificuldade de alguns compostos em atravessar a barreira hematoencefálica, uma característica crucial para o tratamento do Alzheimer, ou à baixa biodisponibilidade, indicando que não são prontamente absorvidos pelo corpo ou pela corrente sanguínea.

Apesar das ressalvas necessárias, este estudo representa um avanço significativo na busca por tratamentos para o Alzheimer. Mesmo que a pesquisa ainda esteja em estágios iniciais, a perspectiva de que uma xícara de chá verde possa contribuir para a prevenção dessa doença neurodegenerativa é, indubitavelmente, uma notícia promissora e cativante.

Com informações do Catraca Livre

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