‘Ele luta’, diz mãe de menino com síndrome de Hunter, câncer e autismo
O pequeno Théo Dias, de 4 anos, viveu mais tempo em hospitais e clínicas do que em sua própria casa. Atualmente, ele lida com três diagnósticos complicados simultaneamente: uma doença rara genética, a síndrome de Hunter; autismo em grau 3, o mais severo de todos; e está em tratamento para um câncer de fígado.

A marmiteira Suzany Ferreira, mãe do “pequeno lutador”, como ela chama o filho, diz que, apesar dos desafios, Théo segue sendo um exemplo de resistência. “Estamos nos programando para o terceiro transplante de medula óssea. Ele já fez dois, mas teve rejeição. Além disso, meu filho já passou por vários ciclos de quimioterapia e de radioterapia”.
Theo é o segundo filho da autônoma e luta pela vida desde que nasceu. O parto foi muito prematuro, aos sete meses, e ele foi encaminhado diretamente para a UTI neonatal com poucas expectativas de sobrevivência. Contra as estatísticas, o pequeno sobreviveu, mas logo aos quatro meses de vida, Suzany começou a notar que havia algo de diferente na criança. “Eu já tinha um filho e percebia que o Théo não tinha as mesmas reações de convivência com a gente, não chorava, não sorria com as brincadeiras, não mantinha contato visual e se irritava muito ao mudar de ambiente”, conta.
Além do autismo, porém, o mesmo médico que atendeu Théo observou que os traços da face dele pareciam característicos de transtornos genéticos. O profissional orientou que a família buscasse um geneticista, que logo diagnosticou Théo com síndrome de Hunter. Também chamada de mucopolissacaridose tipo II ou MPS2, é uma doença genética rara causada pelo mal funcionamento ou ausência de uma enzima no organismo, a iduronato 2 sulfatase.
A síndrome de Hunter trouxe diversas complicações para a saúde de Théo. Como ela muda o desenvolvimento do corpo, alguns órgãos acabam sendo pressionados ou tendo seu desenvolvimento comprometido. O problema mais grave enfrentado pelo pequeno foi um câncer no fígado, diagnosticado há pouco mais de um ano.
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