Em meio a litígio sobre propriedade intelectual, Aviator mantém liderança entre crash games no Brasil


Por Redação GMC Online
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O Aviator foi lançado pela Spribe em setembro de 2020 com uma mecânica que se distinguia dos jogos de cassino convencionais: rodadas curtas, multiplicador em tempo real e apostas simultâneas entre múltiplos jogadores. Seis anos depois, o título segue na primeira posição entre os crash games mais jogados do Brasil.

Em outubro de 2024, o Aviator registrou 15,98% das apostas dentro do segmento crash na KTO, uma das plataformas que o opera. O segundo colocado da categoria, o JetX, ficou a 3,67% de participação no mesmo período, uma diferença de mais de quatro vezes.

No Aviator, um avião decola na tela enquanto um multiplicador sobe em tempo real; o jogador define o momento de sacar o valor apostado antes que o avião desapareça. Desde o lançamento, a Spribe integrou ao jogo o sistema Provably Fair, tecnologia criptográfica que permite ao usuário verificar de forma independente se o resultado de cada rodada foi gerado sem interferência externa.

Disputa judicial sobre a propriedade do jogo

Paralelamente ao desempenho comercial, o Aviator está no centro de uma batalha jurídica internacional pela propriedade intelectual da marca. Em agosto de 2024, um tribunal de primeira instância na Geórgia condenou a Spribe a pagar US$ 330 milhões à empresa Aviator LLC, que alegou ser a detentora original dos direitos sobre o nome e a imagem do jogo, e invalidou os registros de marca da Spribe no país.

Em maio de 2025, a Suprema Corte da Geórgia rejeitou o recurso da Spribe, confirmando a invalidação de suas marcas registradas no país e reconhecendo a Aviator LLC como titular dos direitos sobre o nome e a imagem do avião. A Spribe contestou a decisão, classificando o processo georgiano como procedimentalmente irregular e questionando a independência judicial no país.

Em agosto de 2025, o High Court do Reino Unido concedeu à Spribe uma liminar que proíbe a Aviator LLC de lançar ou promover uma versão do jogo no mercado britânico.

A Aviator LLC é controlada por Temur Ugulava, ex-proprietário da Adjarabet, e alega ser a criadora original do jogo, tendo movido ações em múltiplas jurisdições. A Flutter Entertainment, que adquiriu 51% da Adjarabet em 2019, chegou a um acordo separado com a Aviator LLC no início de 2025. 

Regulamentação e consolidação no mercado brasileiro

O desempenho do Aviator no Brasil ocorre em um setor que passou por mudanças regulatórias relevantes. A regulamentação do mercado de apostas, formalizada pelo Ministério da Fazenda em julho de 2024, determinou que jogos de cassino operem de forma aleatória e com exibição transparente do multiplicador, condições que o Aviator já cumpria desde o lançamento por meio do sistema Provably Fair. No âmbito do mesmo processo regulatório, mais de 15 mil sites ilegais com Aviator e outros jogos foram bloqueados pelas autoridades brasileiras.

O jogo atingiu seu pico de popularidade no Brasil em outubro de 2023. Em dezembro de 2025, era o único crash game presente no top 10 geral da KTO entre todos os gêneros de cassino, com 12,24% de popularidade e 2,55% das rodadas totais da plataforma no período. Os números indicam que o título manteve relevância mesmo após o crescimento do número de concorrentes diretos no segmento de crash games no país.

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