Endividamento das famílias segue em alta e acende alerta no BC


Por Metrópoles, parceiro GMC Online
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central (BC) voltou a demonstrar preocupação com a situação financeira das famílias brasileiras. Em ata divulgada nesta quarta-feira (3/6), o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) afirmou que tanto o endividamento quanto o comprometimento da renda seguem em níveis historicamente elevados e continuam avançando.

Segundo o colegiado, o cenário atual combina juros em patamar restritivo com um volume já alto de dívidas, o que exige maior cautela por parte das instituições financeiras na concessão de crédito.

O BC chama a atenção, em especial, para a piora na composição das dívidas das famílias. A maior presença de linhas mais caras deve manter a pressão sobre o orçamento doméstico, elevando o peso das parcelas ao longo do tempo.

Na avaliação do Comef, esse conjunto de fatores reforça a necessidade de mais prudência no mercado de crédito.

“O endividamento e o comprometimento de renda das famílias estão historicamente elevados e seguiram aumentando. O contínuo aumento da participação de modalidades mais onerosas na composição da dívida deve continuar impactando o comprometimento de renda”, afirmou a ata.

Os dados mais recentes mostram que o endividamento das famílias com o sistema financeiro ficou em 49,8% em março, ligeiramente abaixo do recorde observado em fevereiro, de 49,9%. Ao excluir o crédito imobiliário, o indicador permaneceu estável, em 31,4%.

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