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19 de abril de 2026

Endocrinologista diz como identificar a pré-diabetes e se há reversão


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 19/04/2026 às 15h37
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Closeup shot of a doctor with rubber gloves taking a blood test from a patient
Imagem Ilustrativa | Freepik

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a diabetes é uma doença metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose, ou seja, de açúcar no sangue. Com o tempo, pode desencadear danos graves ao coração, olhos, rins, nervos, entre outros órgãos. Antes de evoluir para a condição, existe a pré-diabetes. 

À coluna Claudia Meireles, a endocrinologista Carolina Janovsky explica que a pré-diabetes é um “sinal amarelo” do metabolismo. “É quando a glicose no sangue está acima do normal, mas ainda não chegou à faixa de diabetes”, endossa. Segundo a médica, o corpo responde pior à insulina nesse cenário e o açúcar na corrente sanguínea começa a subir. 

“Hoje, a pré-diabetes é definida por A1C (hemoglobina glicada) entre 5,7% e 6,4%, glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL, ou glicose de duas horas no teste oral de tolerância entre 140 e 199 mg/dL. A A1C é útil porque mostra a média da glicose nos últimos dois a três meses”, esclarece a professora de pós-graduação em endocrinologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp). 

Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Carolina esclarece que pessoas com pré-diabetes não apresentam sintomas e a doença só aparece em exames. “Como quase sempre é silenciosa, a melhor forma de identificar é rastreando”, defende. Com base nas diretrizes atuais, recomenda-se iniciar o rastreio aos 35 anos. Pessoas com excesso de peso e fatores de risco, como histórico familiar, diabetes gestacional ou ovários policísticos, devem começar a investigação antes.

“Quem tem pré-diabetes deve repetir exames pelo menos uma vez por ano. Se o resultado ficou limítrofe ou houver dúvida, o médico pode reavaliar antes”, defende a endocrinologista.

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