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17 de junho de 2026

Este domingo terá a noite mais longa e o dia mais curto do ano; entenda por quê


Por Redação GMC Online Publicado 17/06/2026 às 15h36
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Beautiful shot of sunlight in a forest on a winter day
Foto: Freepik

O próximo domingo, 21 de junho de 2026, marcará um momento especial no calendário astronômico: será o dia mais curto e a noite mais longa do ano no Hemisfério Sul. O fenômeno acontece por causa do solstício de inverno, que ocorrerá exatamente às 5h24, pelo horário de Brasília, dando início oficialmente à estação mais fria do ano.

Na prática, isso significa que a madrugada entre os dias 20 e 21 de junho terá mais horas de escuridão do que qualquer outra noite de 2026. O Sol demorará mais para nascer e se porá mais cedo, reduzindo o período de luminosidade ao longo do dia.

O que é o solstício de inverno?

O solstício de inverno ocorre quando o Hemisfério Sul atinge sua máxima inclinação em relação ao Sol, recebendo menos luz solar ao longo do dia. Por isso, a data marca o menor período de insolação do ano e o início oficial do inverno.

Além do aspecto astronômico, as noites mais longas contribuem para o resfriamento da atmosfera. Esse cenário favorece a atuação das massas de ar polar que avançam sobre o centro-sul do Brasil durante os meses de inverno, aumentando as chances de temperaturas baixas, geadas e até episódios de frio intenso.

Por que a mudança é mais perceptível no Sul do Brasil?

A diferença entre a duração dos dias de inverno e de verão varia de acordo com a latitude. Quanto mais distante da Linha do Equador, maior é a variação entre as estações.

Porto Alegre é a capital brasileira onde essa diferença é mais evidente. No primeiro dia do inverno, o período de luz solar dura apenas 10 horas e 12 minutos. Já no início do verão, chega a 14 horas e 5 minutos, uma diferença próxima de quatro horas.

Nas capitais do Sudeste, a mudança também é significativa. Em São Paulo, o dia de inverno dura cerca de 10 horas e 40 minutos, enquanto no verão chega a 13 horas e 35 minutos. No Rio de Janeiro, a variação é semelhante, passando de 10 horas e 43 minutos para 13 horas e 33 minutos.

No Centro-Oeste, cidades como Cuiabá registram cerca de 11 horas e 12 minutos de luz no inverno, contra 13 horas e 3 minutos no verão.

Próximo à Linha do Equador, quase nada muda

À medida que se avança para o Norte do país, a diferença entre as estações diminui drasticamente.

Em Salvador, por exemplo, a duração do dia varia entre 11 horas e 21 minutos no inverno e 12 horas e 53 minutos no verão. Em Fortaleza, a diferença é ainda menor, passando de 11 horas e 54 minutos para 12 horas e 20 minutos.

Já em Belém, a variação anual é de apenas 10 minutos. Em Macapá, localizada exatamente sobre a Linha do Equador, o tempo de luz solar permanece praticamente idêntico durante todo o ano, com cerca de 12 horas e 7 minutos tanto no inverno quanto no verão.

A curiosidade de Boa Vista

Uma exceção geográfica chama atenção no Brasil. Boa Vista, capital de Roraima, está localizada no Hemisfério Norte. Por isso, a lógica das estações acontece de forma inversa em relação ao restante do país.

Enquanto o solstício de junho marca o início do inverno para a maior parte dos brasileiros, em Boa Vista ele corresponde ao período de maior duração dos dias. Na capital roraimense, o dia mais longo ocorre justamente em junho, com cerca de 12 horas e 17 minutos de luz solar.

Como será o inverno de 2026?

As projeções climáticas indicam que o inverno de 2026 poderá ser influenciado pelo desenvolvimento do fenômeno El Niño, conhecido por favorecer temperaturas mais elevadas em diversas regiões do Brasil.

Apesar disso, especialistas alertam que o centro-sul do país continuará sujeito à chegada de massas de ar polar capazes de provocar quedas acentuadas de temperatura. Como o El Niño ainda estará em fase de formação durante o inverno, seus efeitos mais significativos devem aparecer apenas no final da estação e ganhar força durante a primavera e o verão.

As informações são do Climatempo

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