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12 de junho de 2026

Estudo descobre uma possível ligação genética entre câncer e Alzheimer


Por Redação GMC Online Publicado 12/06/2026 às 14h54
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pesquisadores identificaram uma possível ligação entre alterações genéticas associadas a cânceres do sangue e mecanismos envolvidos na doença de Alzheimer. A descoberta foi publicada na última quinta-feira (11/6) na revista científica Cell e ajuda a compreender melhor o papel da inflamação no cérebro durante o avanço da doença.

O estudo liderado por cientistas americanos, analisou amostras de tecido cerebral para investigar como células de defesa do organismo se comportam em pessoas com Alzheimer. Os resultados não indicam que o câncer causa a doença.

Na verdade, os pesquisadores encontraram mutações genéticas que são conhecidas por aparecer em alguns cânceres do sangue, mas que também podem surgir naturalmente ao longo do envelhecimento, mesmo em pessoas que nunca desenvolveram câncer.

Para realizar a pesquisa, os autores estudaram 311 amostras de cérebro utilizando técnicas avançadas de sequenciamento genético. A investigação se concentrou em 149 genes frequentemente relacionados ao câncer e a um fenômeno comum do envelhecimento chamado hematopoiese clonal. Nessa condição, algumas células do sangue acumulam alterações genéticas ao longo da vida e passam a se multiplicar mais do que outras.

Ao comparar as amostras, os pesquisadores observaram que cérebros de pessoas com Alzheimer apresentavam maior quantidade de mutações adquiridas durante a vida. Entre os genes mais frequentemente alterados estavam TET2, DNMT3A e ASXL1, já conhecidos por sua participação em cânceres hematológicos e em processos ligados ao envelhecimento celular.

A participação das células de defesa

Um dos achados que mais chamou a atenção envolveu as micróglias, células responsáveis pela defesa do cérebro. Normalmente, elas ajudam a eliminar resíduos, combater ameaças e manter o funcionamento adequado do sistema nervoso.

No Alzheimer, porém, podem permanecer ativadas por períodos prolongados, favorecendo processos inflamatórios que contribuem para danos aos neurônios.

Durante a pesquisa, os cientistas identificaram que parte das mutações encontradas nas células imunes presentes no cérebro também aparecia em amostras de sangue dos mesmos indivíduos. A observação sugere que algumas células de defesa originadas no sangue podem migrar para o cérebro e participar da resposta inflamatória associada à doença.

Segundo os autores, as células com mutações apresentaram sinais de maior atividade inflamatória e maior capacidade de multiplicação quando comparadas às células sem alterações genéticas.

Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles.

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