Filha de 7 anos fez marcas no pescoço de PM morta, diz tenente-coronel


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto disse que as lesões no pescoço e no rosto da esposa, a PM Gisele Alves Santana, atestadas pelo laudo necroscópico, foram feitas pela filha dela, de apenas 7 anos de idade. Para ele, a forma como Gisele pegava a criança no colo pode justificar as marcas no pescoço que apareceram no laudo.

Foto: Instagram/Reprodução

“Ela [a criança] botava as perninhas entrelaçadas e segurava as mãos no pescoço. Eu não estava lá com elas, mas acho que, como passaram o dia no parque, [a Gisele] pode ter levado a filha no colo. Eu vi o laudo. Lá diz que as marcas eram na altura da mandíbula e da nuca. A posição que a menina ficava. O laudo diz que tinha marcas de unha. Eu não tenho unha. Eu roo. A filha dela é criança, mas tem uma unha bem grandinha”, disse em entrevista à TV Record.

O policial de 53 anos quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre o ocorrido. Ele se pronunciou, nessa quarta-feira, 11, sobre o caso em que sua esposa foi encontrada morta com um tiro na cabeça, dentro do apartamento em que morava no bairro do Brás, no centro de São Paulo.

Em uma conversa longa, o tenente-coronel negou ter matado a companheira e reafirmou a versão de que a mulher teria tirado a própria vida.

Tiro na cabeça

O oficial voltou a falar que estava tomando banho quando, segundo ele, Gisele deu um tiro na própria cabeça. Ao ver a esposa caída no chão, com sangramento na cabeça, Neto disse que não prestou os primeiros socorros à mulher, pois não tinha os equipamentos necessários para atender Gisele, mesmo tendo o conhecimento técnico para isso, aprendido na corporação.

O homem negou ter alterado a cena do crime e também refutou ter se aproximado do corpo da esposa. Ele acionou a Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros para o resgate. O oficial narrou a chegada de três bombeiros, com equipamentos de resgate, como desfibrilador, maca etc.

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