Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

01 de abril de 2026

Flávia Arruda apoia limite na declaração de IR simplificada, mas admite mudanças


Por Agência Estado Publicado 25/06/2021 às 17h03 Atualizado 25/02/2023 às 18h32
Ouvir: 00:00

O limite de renda de até R$ 40 mil proposto nesta sexta-feira, 25, pelo governo para pessoas físicas que fizerem a declaração simplificada de Imposto de Renda (IR) poderá elevar a tributação de milhões de pessoas que têm acesso ao desconto de 20% no modelo atual. A mudança foi defendida pela ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. Ela admitiu, no entanto, que essa proposta poderá ser alterada pelo Legislativo caso haja resistência por parte de deputados e senadores.

“Importante dizer que esse é o texto-base e que agora no Congresso ele será amplamente discutido. O Congresso tem autonomia e legitimidade para tirar o que é necessário. Se isso for um ponto de acordo de ampla discussão e acharem que em algum momento prejudica, é legitimo e é inclusive o papel (do Congresso)”, afirmou.

Hoje, não há limite de renda para obter o desconto, ou seja, qualquer contribuinte pode usufruir dos 20%, podendo abater do imposto devido, no máximo, R$ 16.754,34. Quem gasta mais do que esse valor em educação e saúde deve optar pela declaração completa. Quem gasta menos ou não gasta, no entanto, tem direito ao desconto simplificado de 20% no valor devido e pode até receber restituição em razão do benefício. A proposta do governo mantém o limite de R$ 16 mil para o abatimento e introduz o limite de renda de R$ 40 mil.

“O governo também sabe que é necessária a discussão estar aqui porque aqui é onde tem a representação de todos. Ele será amplamente discutido, esse é o texto-base ainda não é o texto final”, acrescentou Flávia Arruda, que participou nesta sexta da entrega da segunda parte da proposta da Reforma Tributária pelo governo à Câmara. O material foi levado ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O evento contou ainda com a presença do ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

Para a ministra, o limite de renda para a declaração simplificada e o desconto “na verdade não é um aumento”. “Quem comprova os gastos (com saúde e educação) continua tendo”, afirmou.

Segundo ela, as pessoas físicas que faziam a declaração simplificada e obtinham o desconto de 20% “usufruíam de um beneficio que não tinham”. “Vai começar a mostrar e tirar quem não tinha nenhum gasto com saúde e educação para os que têm possam ter o benefício”, afirmou. “Não é tirar um beneficio, apenas esclarecer e deixar claro quem tem direito.”

Mais cedo, o secretário especial da Receita Federal, José Tostes, defendeu a mudança. Segundo ele, a medida antes era usada para facilitar aos contribuintes o preenchimento da declaração em uma época ainda de tecnologias pouco avançadas. Agora, com maior facilidade na entrega da declaração, o governo resolveu “focalizar” o benefício a quem ganha até R$ 40 mil anuais.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação
Geral

Cidade de SP tem alta de furtos e estupros em fevereiro; roubos e homicídios caem


A cidade de São Paulo registrou alta de furtos e estupros em fevereiro deste ano ante o mesmo mês do…


A cidade de São Paulo registrou alta de furtos e estupros em fevereiro deste ano ante o mesmo mês do…