Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso pela suspeita de ter feito um Pix de R$ 7 mil com o celular de um morto. A prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Civil na manhã de segunda-feira, 8.
O atendente Daniel Nathan Ribeiro de Andrade, de 36 anos, está sendo investigado pelos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). O Estadão tenta localizar a defesa dele.
O caso aconteceu em maio, quando a vítima que teve o celular violado morreu em um acidente de moto. A família registrou um boletim de ocorrência depois de perceber a falta do dinheiro.
Segundo a SSP, o investigado danificou o celular do morto depois de fazer a transferência bancária. O valor, de R$ 7 mil, é pouco maior que o salário do atendente, que é de R$ 6,8 mil, conforme o Portal da Transparência.
Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil informou que “não compactua com desvios de conduta” e que “adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis”.
Procurado pelo Estadão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) afirmou que o atendente do IML passou por audiência de custódia ainda na segunda-feira e teve a prisão mantida, visto que não foram encontradas irregularidades. O órgão não deu detalhes do caso, que tramita em sigilo.