A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo descartou nesta quarta-feira, 3, que a morte de uma adolescente venezuelana de 15 anos, na capital paulista, tenha ocorrido por conta da intoxicação por metanol. A morte foi registrada no sábado, 3, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.
Após a morte, a mãe de Soffia Del Valle Torrealba Ramos compareceu à delegacia e relatou que a filha havia ido a uma festa na madrugada do dia 1º e ingerido bebida alcoólica. No dia seguinte, de acordo com o registro de ocorrência, a jovem foi socorrida ao Hospital Cidade Tiradentes. Ela não resistiu e morreu.
O Estadão questionou as secretarias estadual e municipal de Saúde sobre o que causou a morte da menina, mas não obteve resposta.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo disse que foram requisitados exames ao Instituto Médico-Legal (IML). Testemunhas foram identificadas e estão sendo ouvidas pela polícia. O caso foi registrado como morte suspeita no 49° DP (São Mateus).
Intoxicação por metanol
Nesta quarta, a pasta estadual da Saúde atualizou o balanço dos casos relacionados à intoxicação por metanol. Agora, são 564 casos descartados, incluindo o da adolescente de 15 anos.
No total, foram confirmados 51 casos, sendo 11 óbitos:
– quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes da cidade de São Paulo;
– uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo;
– dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos de Osasco;
– um homem de 37 anos, de Jundiaí; e um homem de 26 anos, de Sorocaba.
Atualmente, quatro mortes permanecem sob investigação: um em Guariba, de um paciente de 39 anos, um de São José dos Campos, de 31 anos, e dois de Cajamar, de 29 e 38 anos.