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09 de abril de 2026

Há a possibilidade de estender o funcionamento de Congonhas, diz diretor-presidente da Anac


Por Agência Estado Publicado 09/04/2026 às 12h23
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O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, afirmou nesta quinta-feira, 9, que uma das medidas estudadas pela reguladora para minimizar os impactos do fechamento do espaço aéreo de São Paulo seria estender o funcionamento do aeroporto de Congonhas.

Segundo o diretor, a medida seria para que os atrasos de voos não se estendam para além de um dia de operação. O terminal funciona aproximadamente das 5h às 23h, com voos concentrados entre 6h e 23h.

“Tomaremos medidas para minimizar os impactos no Brasil inteiro. Há a possibilidade de estender o funcionamento de Congonhas para o impacto não durar mais do que um dia de funcionamento”, afirmou.

O aeroporto concentra uma parcela significativa dos voos domésticos do País e funciona como principal ponto de conexão da malha aérea nacional, o que amplia a sensibilidade do sistema a eventuais interrupções. Qualquer atraso ou suspensão operacional na região tende a provocar desorganização nas programações das companhias, com impacto direto em conexões, remanejamento de aeronaves e tripulações e aumento no tempo de espera dos passageiros em diferentes aeroportos do Brasil.

O diretor afirmou que não existe risco de que o espaço aéreo de São Paulo volte a ser fechado porque a normalização é um sinal de que o problema que causou o fechamento do espaço foi resolvido. O espaço ficou fechado devido a pane técnica na região.

Monitoramento da FAB

Tiago Faierstein também afirmou que a pane técnica no Centro de Controle do Espaço Aéreo, que causou o fechamento do espaço aéreo de São Paulo por cerca de duas horas nesta manhã, não é resultado de sucateamento do monitoramento realizado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira (FAB).

“Não há indícios de ineficiência e degradação do monitoramento da FAB. Não é resultado de falta de investimento e modernização dos serviços prestados, pelo contrário, o Brasil é referência”, afirmou.

O Decea é responsável pela gestão do tráfego aéreo no Brasil, incluindo o monitoramento de rotas, coordenação de pousos e decolagens e operação de centros de controle regionais.

Segundo ele, o sistema conta com protocolos de segurança que permitem a rápida atuação em casos de falhas técnicas, com o objetivo de preservar a integridade das operações e dos passageiros.

Ele afirmou que a interrupção foi tratada como um evento pontual, e os procedimentos previstos para situações de contingência foram acionados imediatamente pelas equipes técnicas responsáveis.

Apesar da normalização das operações, a agência segue monitorando possíveis reflexos na malha aérea, uma vez que atrasos acumulados podem gerar impactos ao longo do dia em diferentes aeroportos do País.

O diretor disse ainda que eventuais apurações sobre a causa da pane técnica serão conduzidas pelos órgãos competentes, com o objetivo de evitar recorrência e aprimorar os sistemas.

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