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02 de abril de 2026

Ibovespa reduz queda com NY, mas petróleo e Campos Neto seguem no radar


Por Agência Estado Publicado 28/03/2022 às 14h20 Atualizado 20/10/2022 às 16h51
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Após mínimas, o Ibovespa reduziu um pouco o ritmo de queda, à medida que as bolsas em Nova York testavam alta (exceto Dow Jones) nesta segunda-feira. Além do recuo forte das ações da Petrobras, na esteira do declínio em torno de 7% do petróleo, papéis do setor financeiro também cedem.

Segundo o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em entrevista à Band, deixou claro que rumo tomará. Campos Neto reiterou que o ciclo de aperto monetário vai terminar em maio, com a Selic a 12,75% ao ano, embora não tenha fechado totalmente a porta.
“Com a intenção do BC de parar de subir os juros e com petróleo caindo, tira um pouco a pressão sobre a inflação, o que pode ajudar a diminuir o fluxo para cá”, avalia.

Além disso, a possibilidade de um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais agressivo tende a reforçar a expectativa de realocação de recursos para os EUA. “Minha percepção é de que não tem muito espaço para um dólar barato.”

Às 10h55, o Ibovespa cedia 0,58%, aos 118.385,55 pontos, ante mínima diária aos 118.244,81 pontos (-0,70%) e máxima aos 119.444,42 pontos (alta de 0,31%). Petrobrás cedia entre 2% e 3%, enquanto no caso de bancos o recuo ia de 0,72% (Bradesco PN) a 1,98% (Unit de Santander).

Porém, Viviane Vieira, operadora de renda variável da B. Side Investimentos, ainda vê um quadro positivo. “O fluxo estrangeiro tem favorecido, diante de expectativas positivas para Brasil. Entre emergentes, é onde se vê o melhor risco-retorno”, avalia Viviane Vieira, operadora de renda variável da B. Side Investimentos. Ainda que o petróleo esteja em queda por conta da política de covid zero na China, não deve ser determinante, mas sim um ponto de atenção. “É um tema que segue sendo monitorado, bem como a guerra”, diz Viviane, explicando que, no primeiro caso, as vacinas acabam por abrandar as preocupações enquanto, em relação ao conflito no Leste Europeu, seguem expectativas de um cessar-fogo.

Nem mesmo a valorização do minério de ferro de 3,53% no porto chinês de Quingdao, impede queda do Ibovespa e das ações da Vale (-1,35%). O decreto de um lockdown escalonado em Xangai, na China, para conter um surto de covid-19, derruba a cotação do petróleo, que cai quase 7%, à medida que eleva incertezas sobre a demanda daquele país, sobretudo em semana de reunião da Opep+. O mercado acompanha ainda a possibilidade de greve por parte dos servidores do Banco Central (BC), que tem atrasado a divulgação de várias pesquisas da instituição, além da guerra na Ucrânia.

Na sexta-feira, o dólar furou o piso de R$ 4,80 e fechou em baixa de 1,75%, a R$ 4,7473, enquanto o Ibovespa subiu 0,02%, a 119.081,13 pontos, com valorização semanal de 3,27%. Já hoje o dólar sobe em torno de 1%, para perto de R$ 4,80.

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