Ignorar o aumento gradual da dose de canetas para emagrecer é perigoso


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online
image
Imagem ilustrativa. Foto: Freepik | Reprodução

As chamadas canetas emagrecedoras se tornaram uma das grandes tendências recentes no tratamento da obesidade. Com cada vez mais pessoas recorrendo a esses medicamentos, cresce também o uso fora das recomendações, especialmente quando as doses são aumentadas por conta própria e sem acompanhamento profissional.

Segundo a endocrinologista Isabela Carballal, do Hospital Brasília, em Águas Claras, ultrapassar a dose indicada da canetas muda completamente a forma como o organismo reage ao medicamento.

“Quando a dose é excedida, o corpo perde a capacidade de se adaptar e passa a responder de maneira negativa. Sistemas importantes, como o digestivo, o cardiovascular, o nervoso e o hormonal, podem ser sobrecarregados”, esclarece.

Em vez de favorecer um emagrecimento saudável, o excesso tende a aumentar o risco de efeitos adversos e a desorganizar mecanismos naturais de fome, saciedade e equilíbrio metabólico.

O endocrinologista André Câmara de Oliveira, da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (Sbem-SP), reforça que elevar a dose não acelera os resultados.

“Na prática, a dose maior não aumenta a velocidade do emagrecimento e ainda traz riscos importantes. Dependendo do medicamento, pode surgir desidratação, alterações da pressão arterial, taquicardia, náuseas, vômitos e mudanças no funcionamento do intestino, além de alterações no humor, no sono e aumento da ansiedade”, afirma.

Ele acrescenta que a perda excessiva do apetite pode levar a uma ingestão muito baixa de proteínas e líquidos, o que intensifica o mal-estar e favorece a perda de massa muscular.

Leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online. 

Sair da versão mobile