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03 de abril de 2026

Juros tombam com fala da Campos Neto, queda do dólar e exterior


Por Agência Estado Publicado 24/03/2022 às 20h59 Atualizado 20/10/2022 às 16h38
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Os juros futuros fecharam em queda firme, reagindo principalmente à afirmação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que é “improvável” uma alta de juros no Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, confirmando a sinalização do comunicado e da ata de que o ciclo de ajuste da Selic deve ser encerrado na próxima reunião com uma elevação em mais 1 ponto porcentual, para 12,75%. A queda do dólar e o ambiente externo mais positivo também ajudaram.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a sessão regular em 12,84%, de 12,982% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2024 caiu de 12,642% para 12,30%. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 11,715%, de 12,066%, e a do DI para janeiro de 2027 encerrou em 11,55%, de 11,855%.

As taxas já mostravam queda no início dos negócios, amparadas no câmbio e no recuo dos preços do petróleo, com o mercado absorvendo o Relatório Trimestral de Inflação. A leitura foi de que o documento apenas endossou os anteriores quanto à propensão da autoridade monetária em entregar apenas mais uma alta. “No relatório, o BC reforça a mensagem de que o ciclo de aperto embutido em suas projeções de Selic a 12,75% no fim de 2022 e 8,75% no fim de 2023 é suficiente para a convergência da inflação à meta no horizonte relevante”, disseram os analistas do Citi.

Mas mesmo com a ata, o comunicado e o RTI indicando que o ciclo termina em maio, o mercado parece ter se convencido mesmo depois de Campos Neto dizer que, embora o cenário seja “volátil”, “fazer um movimento adicional em junho não é o mais provável”. Só faltou desenhar. O economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano, afirma que o mercado vinha resistindo em comprar essa ideia porque os dados de inflação têm vindo muito altos e o petróleo descolou de US$ 100. “Mas trata-se de um efeito de segunda ordem e, além disso, a premissa é de que o petróleo chegará a US$ 100 até o fim do ano”, disse.

Na mesma linha, o chefe da Área de Estratégia da Renascença DTVM, Sérgio Goldenstein, destacou a fala da diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Fernanda Guardado, que interinamente ocupa também a diretoria de Política Econômica. “A diretora explicitou que o cenário alternativo considera uma queda do preço do petróleo ao longo do 2º semestre e não necessariamente nos próximos meses”, ressalta. Para ele, isso contraria a avaliação de alguns analistas de que, caso o petróleo esteja torno de US$ 120 na próxima reunião, estaria praticamente contratada a extensão do ciclo.

Na precificação de Selic na curva, além dos 100 pontos-base de alta cravados para maio, os DIs mantêm entre 60% e 80% de chance de aperto de 50 pontos (entre 40% e 20% de probabilidade para 25 pontos) no Copom de junho, mesmo com a fala de Campos Neto. Serrano, da Greenbay, explica que é natural que a curva mantenha esse prêmio, uma vez que a próxima reunião do Copom ocorrerá daqui a mais de um mês. “Tudo o mais constante, porém, essa aposta deve perder força”, disse.

No entanto, a curva zerou as chances de elevação para as demais reuniões – para agosto, por exemplo, estavam precificados até 20 pontos, apontando Selic terminal agora de 13,25%.

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