
Faça chuva ou faça sol, a cor do luto foi, por muito tempo, a preta. A tradição que perdurou por décadas dizia que, para estar adequado ao contexto fúnebre, a cor deveria ser usada nas vestimentas quando alguém morria. Atualmente deixado de lado, mas não completamente, o costume teve início em uma das famílias mais influentes da história — a realeza britânica.
Embora Hollywood ainda pareça tentar preservar esse costume, as vestimentas pretas não são mais o “uniforme” dos cemitérios, principalmente no Brasil. Sinceramente, vestir a cor que mais absorve calor, por horas, sob o sol e em um país tropical, é uma tarefa que exige um esforço. Somado à tristeza pela perda de um ente, traz um desconforto desnecessário. Mas, afinal, de onde vem esse costume?
Tudo começou com a rainha Vitória, uma das monarcas de maior importância da história do Reino Unido, que viveu de 1819 a 1901. Durante esse tempo, a Inglaterra vivia a difusão do Romantismo, movimento artístico e social que, entre as pautas, defendia a revalorização da estética.