
A mãe e o padrasto de dois irmãos franceses, de 3 e 5 anos, são suspeitos de abandoná-los sozinhos em uma estrada que liga Alcácer do Sal a Comporta, em Portugal. Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), Marine Rousseau e Marc Ballabriga reponderão judicialmente por violência doméstica e exposição ao abandono.
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De acordo com a CNN Portugal, em 11 de maio, Zacharie, de 3 anos, e Barthelemy, de 5 , entraram em Portugal de carro, pela fronteira de Miranda do Douro, com a mãe e o padrasto.
Após três dias em território português, ainda em viagem de carro, os adultos pararam o veículo no meio da Estrada Nacional nº 253. No local, a mãe desceu do carro com os dois filhos, disse que fariam um jogo e os vendou.
Quando os irmãos abriram os olhos, a mãe e o padrasto haviam deixado os filhos sozinhos. Com eles, havia apenas uma garrafa de água e algumas frutas.
No meio da estrada, o padeiro Alexandre Quintas os avistou. O homem parou o carro e ficou com as crianças até a chegada da GNR, que os encaminhou ao Hospital de Setúbal para uma avaliação completa do estado de saúde.
Com as crianças em condições estáveis, autoridades de Portugal intensificaram as investigações, pedindo informações à embaixada da França em Portugal, visto que a família mora lá.
As autoridades portuguesas ligaram o abandono das crianças a um outro caso na França, no qual a mãe, Marine Rousseau, e os filhos eram procurados há 15 dias, após desaparecerem e fugirem do país. Segundo a investigação, a mãe deixou para trás outro filho, de 16.
Mãe e padrasto presos
A Guarda Nacional Republicana localizou e prendeu, nessa quinta (21/5), o padrasto e a mãe das crianças em um café, em Fátima, cidade a cerca de 200 km de distância do local onde abandonaram os irmãos.
Segundo a GNR, uma moradora de Fátima francesa estranhou o fato de o casal passar “muitas horas” no estabelecimento e por só se comunicarem em francês. Logo, ela associou ao caso das crianças resgatadas e acionou as autoridades.
“Isso permitiu-nos ir ao local de forma descaracterizada e discreta”, descreveu o porta-voz da GNR.
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