Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

23 de janeiro de 2026

Mananciais da RMSP completam 10 dias sem quedas de volume, mas cenário ainda é de cautela


Por Agência Estado Publicado 23/01/2026 às 11h56
Ouvir: 00:00

Os mananciais do sistema integrado da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) completam nesta sexta-feira (23) uma sequência de dez dias sem registro de queda no volume armazenado. Nesta sexta, o nível total atingiu 32,6%, alta de 0,3 ponto porcentual em relação à véspera, segundo dados divulgados pela Sabesp. Apesar da estabilidade recente, o cenário ainda é de cautela, principalmente para o sistema Cantareira.

Na mesma data de 2015, época da maior crise hídrica já registrada no Estado, o sistema integrado metropolitano operava em faixa negativa. A comparação, no entanto, não é direta, uma vez que a capacidade total do sistema atualmente é maior.

Em relação ao desempenho mensal, o cenário é mais favorável. Em 23 de dezembro, o sistema integrado operava com volume de 27%, 5,6 pontos porcentuais abaixo do nível atual. A queda mais recente, de 0,1%, foi registrada em 13 de janeiro.

No sistema Cantareira, o mais relevante da RMSP, a recuperação foi mais moderada. Hoje, os reservatórios operam com 21,10% do volume total ante 20,80% há um mês, avanço de 0,3 ponto porcentual. Ainda assim, o resultado indica melhora, após os volumes terem ficado abaixo de 20% recentemente.

O desempenho, no entanto, não tem sido uniforme entre os sistemas. O Alto Tietê, por exemplo, opera com 27,9% nesta sexta-feira, alta de 0,5 pp na comparação com o dia anterior. Já o Guarapiranga avançou 1,2 pp, para 65,2%. Em sentido oposto, o São Lourenço registrou queda de 0,9 pp, para 68,4%, enquanto o Rio Claro recuou 0,5 pp, para 52,2%.

Alerta

Diante desse cenário, a Sabesp classifica a situação hídrica da Região Metropolitana de São Paulo como um momento de alerta. “Embora seja melhor do que em 2015, trata-se do segundo pior cenário dos últimos 20 anos em termos de volume”, afirmou a vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da companhia, Samanta Souza, em entrevista recente à Broadcast.

Segundo a executiva, os fatores climáticos seguem como um desafio. Embora o período seja tecnicamente úmido, os volumes de chuva têm ficado abaixo do inicialmente previsto, enquanto o longo período de estiagem dificulta a absorção da água pelo solo.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Por que Sérgio Nahas só foi preso quase 24 anos após o crime?


O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos depois de ter matado a esposa, Fernanda Orfali, em…


O empresário Sérgio Nahas foi preso na Bahia quase 24 anos depois de ter matado a esposa, Fernanda Orfali, em…

Geral

Roger Abdelmassih, condenado por estupros, deixa prisão de Tremembé e vai para outro presídio


O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por estupros de dezenas de pacientes, já não está mais na Penitenciária de Tremembé, conhecida…


O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por estupros de dezenas de pacientes, já não está mais na Penitenciária de Tremembé, conhecida…