Maria Eduarda da Silva Costa tinha cerca de seis meses quando a mãe, Camila Costa, percebeu que havia algo diferente no rosto da filha. A bebê estava na fase de introdução alimentar e as bochechas pareciam mais cheias, o lado esquerdo também começou a ficar maior que o direito.
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No início, a família ouviu que poderia ser uma fase da dentição. Com o passar dos dias, porém, o inchaço aumentou e o olho esquerdo começou a entortar. Camila insistiu na investigação médica até chegar ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde foram feitas biópsias no fim de novembro de 2023.
O diagnóstico confirmou um tumor raro na região da boca e da face. Segundo Teli Almeida, oncopediatra do Itaci, o Instituto de Tratamento do Câncer Infantil, do Icesp, Maria Eduarda teve um tumor mesenquimal classificado como tumor miofibroblástico inflamatório (TMI), localizado na região mandibular esquerda.
Tumor era raro e crescia rápido
Embora seja considerado de baixo grau, o tumor não era inofensivo. “Dependendo da localização e da velocidade de crescimento, a doença pode comprimir ou invadir estruturas importantes da face e do pescoço”, explica a especialista.
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