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28 de fevereiro de 2026

Mounjaro ganha novas doses mais altas no Brasil; veja quando chegam às farmácias


Por Redação GMC Online Publicado 28/02/2026 às 09h55
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Foto: Adobe Stock/Araújo Drogaria

A farmacêutica Eli Lilly expande a disponibilidade do medicamento Mounjaro no Brasil, introduzindo as concentrações de 12,5 mg e 15 mg a partir da segunda quinzena de março. O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

Com essa adição, o país agora dispõe de todas as dosagens do fármaco, que incluem 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg.

Felipe Berigo, diretor executivo de cardiometabolismo da Lilly, ressaltou em comunicado à imprensa que a chegada das doses mais altas completa o portfólio do Mounjaro no Brasil. Ele enfatizou a importância de apoiar médicos e pacientes com opções individualizadas, dada a complexidade das doenças cardiometabólicas.

A tirzepatida, administrada por injeção semanal, atua como um duplo agonista, mimetizando a ação dos hormônios intestinais GLP-1 e GIP. Este mecanismo contribui para o controle dos níveis de açúcar no sangue e promove a saciedade.

A endocrinologista Lívia Porto, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que a eficácia do medicamento é dose-dependente. Doses mais elevadas geralmente produzem resultados mais significativos, sendo recomendadas para casos de maior gravidade, como obesidades severas e persistentes.

Tratamento começa com doses baixas

Contudo, o tratamento sempre inicia com doses baixas, de 2,5 mg, para todos os pacientes, independentemente da gravidade da condição. Essa abordagem minimiza efeitos colaterais como náuseas, vômitos e diarreia, e permite um ajuste gradual da dosagem.

A médica alerta que, em alguns casos, mesmo pacientes com quadros graves podem não necessitar de doses mais altas, respondendo bem a concentrações menores. Além disso, a análise da composição corporal do paciente durante o acompanhamento é crucial. Uma perda muscular acentuada pode levar à manutenção de doses mais baixas, com ajustes na dieta para progressão futura da medicação.

As informações são do O Bemdito. 

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