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01 de abril de 2026

Mourão diz que governo não alterou questões do Enem e minimiza fala de Bolsonaro


Por Agência Estado Publicado 16/11/2021 às 13h48 Atualizado 20/10/2022 às 23h00
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O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira que o governo federal não alterou questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por motivações políticas, como denunciaram servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Na chegada ao Palácio do Planalto, o general ainda minimizou a fala do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que a prova estaria ganhando “a cara do governo”.

“O presidente fez menção a algo que é a ideia dele, tem liberdade para isso. E o Enem está baseado em um banco de dados que foi construído há muito tempo, as questões não estão variando, o governo não mexeu em nenhuma questão de Enem”, garantiu o vice-presidente.

No domingo, a TV Globo exibiu entrevistas com servidores do Inep que entregaram seus cargos em meio à debandada do órgão.

Eles relataram tentativas de interferência no conteúdo das provas para agradar o governo. “Começam agora a ter a cara do governo as questões da prova do Enem”, afirmou na segunda-feira Bolsonaro, durante sua visita oficial a Dubai.

Repercussão negativa

A suposta interferência do Planalto sobre o Enem foi criticada por especialistas. A diretora do Centro de Políticas Educacionais da FGV, Claudia Costin, chamou de “inaceitável ingerência”.

Ainda assim, Mourão minimizou a fala de Bolsonaro e se irritou com jornalistas que o questionaram sobre o assunto.

“Peraí, gente, vamos abaixar a bolinha. Vocês conhecem o presidente, ele tem a sua maneira de se manifestar. Não vou ficar aqui fazendo crítica se sou vice dele, já falei isso pra vocês várias vezes”, declarou o vice-presidente, nesta terça-feira.

Amazônia

Mourão ainda voltou a dizer que as queimadas na Amazônia “diminuíram bastante”, apesar de um “outubro ruim”, e que o desmatamento “tem oscilado”. Dados do sistema de monitoramento Deter mostram alta de 5% no desmatamento ilegal em outubro, um recorde para o mês.

Em Dubai, Bolsonaro afirmou que a floresta amazônica não pega fogo por ser úmida, argumento já desmentido pela ciência.

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