
A dona de casa Roberta Ribeiro Zamarioli, de 46 anos, que mora em São Paulo, não imaginava que uma investigação odontológica mudaria completamente o rumo da própria saúde. Em outubro de 2025, ao realizar exames para avaliar dores intensas na articulação temporomandibular (ATM) e cefaleia persistente, decidiu incluir, por iniciativa própria, uma ressonância do crânio.
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O resultado revelou uma condição rara e potencialmente grave chamada de malformação arteriovenosa cerebral (MAV).“Ao acessar meu exame e ler o resultado, nunca tendo ouvido antes o termo MAV, também identifiquei a presença de aneurisma. Realizei pesquisas na internet, o que me causou grande medo e ansiedade”, relata.
Sem histórico neurológico relevante, a paciente buscou atendimento emergencial ainda na mesma semana. Após exames complementares, como tomografia e angiografia, recebeu a confirmação do diagnóstico e foi orientada sobre o risco elevado de acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.
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O que é a malformação arteriovenosa cerebral
A MAV é uma alteração vascular congênita caracterizada por uma ligação direta entre artérias e veias, sem a presença de capilares. Essa conexão forma uma rede anormal chamada nidus, onde o sangue circula em alta velocidade.
Diferentemente de outras lesões vasculares, como aneurismas ou cavernomas, a MAV altera ativamente a circulação cerebral. O fluxo sanguíneo é desviado para dentro da malformação, podendo comprometer áreas vizinhas do cérebro — fenômeno conhecido como “roubo de fluxo”.
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