Mais de 40 mil ações contra o INSS foram abertas no Paraná somente entre janeiro e março de 2026. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foram divulgados pela RPC.
Ao todo, foram registrados 40.848 novos processos envolvendo pedidos de benefícios previdenciários no estado. As ações tramitam tanto no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) quanto no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
Negativas e falta de informação
Segundo a advogada previdenciarista Yasmin Rocatelli, muitos pedidos acabam sendo negados porque o sistema do INSS não consegue analisar corretamente situações mais complexas.
Ela explica que, em muitos casos, o segurado faz o pedido sem apresentar todos os documentos necessários ou sem detalhar corretamente a situação.
Documentos fazem diferença no pedido
Especialistas alertam que a falta de documentos é um dos erros mais comuns nos pedidos feitos ao INSS. Para contribuintes individuais e facultativos, por exemplo, é importante apresentar todas as guias pagas para comprovar que as contribuições foram feitas corretamente.
Já em pedidos por incapacidade, laudos médicos, exames e receitas atualizadas podem ajudar na análise do benefício.
Problema acontece em todo o Brasil
Apesar de os dados divulgados serem do Paraná, o aumento de processos contra o INSS acontece em todo o país.
Segundo informações divulgadas pelo Conselho Nacional de Justiça e repercutidas nacionalmente, o INSS já responde a milhões de ações judiciais no Brasil. O crescimento está ligado principalmente à demora nas análises e às negativas de benefícios.
Com isso, muitos segurados acabam procurando a Justiça como alternativa para tentar garantir aposentadorias, auxílios e pensões.