A investigação sobre a morte da curitibana Gisele Fernanda Theodoro Meira, de 32 anos, encontrada sem vida em um apartamento na Espanha, ganhou um novo capítulo. Um documento preliminar da perícia teve detalhes divulgados nesta semana e aponta que a causa da morte foi asfixia mecânica, informação que deverá constar no laudo oficial ainda em elaboração pelas autoridades espanholas. O caso aconteceu em 30 de março, na cidade de Oliva, próxima a Valência.
As novas informações foram divulgadas em entrevista da repórter Thais Travençoli, da Ric RECORD, com a advogada da família, Carina Goiatá. Segundo ela, além da causa da morte, o documento também traz uma estimativa mais precisa sobre o horário em que Gisele morreu.
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De acordo com a defesa, o relatório foi elaborado inicialmente pelo médico legista que esteve no local e posteriormente confirmado pela profissional responsável pela autópsia.
“O que nós temos agora é a causa da morte, que é asfixia mecânica, e um horário mais aproximado da morte” afirmou a advogada.
Asfixia por enforcamento ou esganadura?
Segundo a defesa, a conclusão preliminar não esclarece ainda de que forma ocorreu a asfixia. A investigação busca determinar se a morte foi causada por enforcamento ou por esganadura.
A resposta deve aparecer no laudo final, que ainda depende de exames complementares e da conclusão dos trabalhos periciais. A advogada afirma que a família também aguarda o resultado do exame toxicológico
Defesa levanta hipótese de incapacitação antes da morte
Outro ponto que passou a ser analisado pelos peritos é a possibilidade de Gisele ter sofrido algum trauma cerebral ou ter sido incapacitada antes da morte.
Segundo a advogada, os especialistas investigam se a vítima poderia já estar inconsciente quando ocorreu a asfixia.
A defesa menciona, por exemplo, a possibilidade de um golpe conhecido como “mata-leão”, que poderia provocar perda de consciência por um período prolongado.
Ela também não descarta a possibilidade de que alguma substância tenha sido administrada à vítima, hipótese que dependerá do resultado toxicológico.
Suspeita de simulação
Desde o início da investigação, Gisele foi encontrada dentro do quarto onde morava com o namorado. Com base nos elementos reunidos até agora, a defesa sustenta que a cena pode ter sido montada para simular um suicídio.
“Por tudo o que está sendo demonstrado, acreditamos que esse enforcamento possa ter sido uma simulação”, declarou a advogada. A tese, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades espanholas.