
Uma proposta em discussão no norte da Itália pode impactar diretamente moradores e turistas que circulam com cães. Na cidade de Bolzano, autoridades analisam a criação de uma taxa para quem transita com animais de estimação em espaços públicos.
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A medida prevê que visitantes paguem cerca de 1,50 euro por dia, enquanto moradores poderiam arcar com uma cobrança anual próxima de 100 euros — o equivalente a cerca de R$ 600. O projeto ainda depende da aprovação do conselho provincial, mas já gera debate e pode entrar em vigor a partir de 2026.
Proposta busca reforçar limpeza urbana
A discussão ganhou força após reclamações frequentes sobre fezes de cães nas ruas da cidade. Segundo os defensores da proposta, a arrecadação poderia ser destinada à limpeza urbana e à criação de estruturas voltadas aos animais, como espaços específicos para pets.
Atualmente, tutores que não recolhem os dejetos dos animais já estão sujeitos a multas que podem chegar a 600 euros. A nova taxa seria uma forma de ampliar o controle e melhorar a organização da cidade.
Alternativa anterior não teve adesão
Antes dessa proposta, Bolzano chegou a testar um sistema de registro de DNA de cães para identificar os responsáveis por sujeira nas ruas. No entanto, a iniciativa teve baixa adesão, principalmente devido ao alto custo dos exames.
Com isso, a cobrança direta voltou à pauta como uma alternativa mais prática para lidar com o problema.
Medida divide opiniões
A possível taxa não é consenso. O prefeito Claudio Corrarati já se posicionou contra a proposta, enquanto entidades de defesa animal criticam a medida por penalizar tutores e turistas.
Por outro lado, apoiadores defendem que a cobrança pode contribuir para uma cidade mais limpa e organizada, além de reforçar a responsabilidade dos donos de animais.
Situação no Brasil
No Brasil, não existe imposto para cães. Apesar de boatos nas redes sociais, uma legislação sancionada em 2024 criou apenas um cadastro nacional de animais de estimação, sem qualquer tipo de cobrança.
O sistema reúne informações como espécie, raça, idade, histórico de vacinas e dados dos tutores, com o objetivo de organizar e monitorar a população de pets no país — sem fins arrecadatórios.