Perseguição do Morumbi à Faria Lima termina em tiros; um foi morto e 4 baleados
Ao menos cinco suspeitos foram baleados durante uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) na zona sul de São Paulo, que se estendeu até a zona oeste, nesta terça-feira, 3. Uma pessoa morreu.
Segundo informações da Polícia Civil, equipes do Deic investigavam um roubo a residência no Morumbi, próximo à Rua Doutor Seráfico de Assis, onde uma mulher foi feita refém. Os policiais chegaram ao local da ocorrência e, em confronto, três suspeitos foram baleados no local.
Outros dois homens conseguiram escapar. Houve uma perseguição e eles foram baleados no cruzamento da Avenida Faria Lima com a Avenida Cidade Jardim. Um homem morreu e outro, atingido em uma das pernas, foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas.
De acordo com a polícia, todos os envolvidos já tinham passagem e pertenciam a um grupo especializado em roubos a residência. Eles já eram monitorados pelos investigadores quando realizavam o assalto à residência no Morumbi.
À reportagem, o delegado Clemente Calvo Castilhone Junior, chefe da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais do Deic, disse que uma vítima chegou a ser mantida amarrada dentro do banheiro durante o roubo à residência.
“Não é um sequestro, mas houve uma privação de liberdade”, disse ao Estadão. “A vítima foi mantida em cativeiro.”
O delegado disse ainda que, durante a perseguição até a Faria Lima, o suspeito que acabou não resistindo trocou tiros com a polícia, enquanto o outro se rendeu. “Era o veículo que estava na segurança (dando suporte aos assaltantes)”, afirmou.
De acordo com Castilhone Junior, o carro que foi alvo da perseguição está carregado de pertences, que ainda vão ser alvo de análise. Não houve inocentes feridos, segundo a polícia.
“(Os policiais) Foram para a região, conseguiram mapear, localizar os veículos, tanto de fuga quanto outro veículo que está com os indivíduos. E houve a troca de tiro. Infelizmente não é o que a gente deseja. O mais importante: a vítima libertada, ilesa, muito abalada”, disse Artur Dian, em entrevista ao Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.
