Por falta de motoristas, IML de Maringá pode deixar de recolher corpos


Por Fábio Guillen

O Instituto Médico Legal (IML) de Maringá não terá funcionários para recolher corpos a partir do dia 25 deste mês.

A informação, em primeira mão, foi confirmada pelo GMC Online. De acordo com a apuração, os únicos três diaristas que fazem o recolhimento de corpos para o IML de Maringá são “emprestados” de outras cidades e, por conta da mudança no horário de atendimento do IML em todo o Paraná, estes trabalhadores não conseguirão mais atender o IML de Maringá.

A partir de março o IML vai atender das 8h às 20h, em praticamente todo o estado e, com a mudança, os funcionários “emprestados” não terão mais tempo de atender Maringá. A nova escala de trabalho enviada pelo orgão aos cemitérios e delegacias de Maringá e região não prevê funcionários na remoção de corpos a partir do dia 25 deste mês.

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, coronel Antonio Tadeu Rodrigues, e a presidente da OAB Maringá, Ana Claúdia Pirajá Bandeira, estiveram na tarde desta terça-feira, 4, conversando sobre o assunto com a direção local do IML. A OAB vai tentar intervir no caso.

“Pedimos um relatório para a direção do IML e vamos enviar esse documento para o secretário de segurança pedindo ajuda. A situação é muito preocupante. O IML de Maringá precisa de funcionários, estrutura física e tudo o que você imaginar. Precisamos agir de uma forma emergencial. Do jeito que está não dá para atender as pessoas como elas precisam. Por isso que sempre existem reclamações”, disse a presidente da OAB Maringá ao GMC Online.

O IML de Maringá atende outras 25 cidades da região. O recolhimento de corpos, até então, funciona 24 horas. Já as perícias e a liberação de corpos só em horário comercial por falta de funcionários. A direção local foi procurada pela reportagem, mas informou que não pode comentar o caso. O IML de Curitiba deve se pronunciar sobre o assunto nesta quarta-feira, 5.

Estrutura atual

O IML de Maringá possui dois auxiliares de necrópsia e três auxiliares de perícia que são concursados. O recomendado para atender a demanda seria, pelo menos, cinco para cada função. Os três funcionários que fazem a remoção de corpos são “emprestados” de cidades da região e não poderão mais ajudar com as mudanças nos horários de atendimento.

Outro lado

Confira a nota da Polícia Científica do Paraná a respeito do assunto:

“Foi exarada ordem de serviço pela direção do Instituto Médico-Legal (IML), para auxiliares de necropsias que realizam plantões de 12 horas.

A orientação, no entanto, não se aplica a auxiliares de perícia, que atuam também como motoristas na unidade. O recolhimento de corpos não será afetado pela ordem de serviço.

Por fim, a Polícia Científica ressalta que o IML segue orientação do Conselho Federal de Medicina, para que necropsias não sejam feitas de madrugada. Ainda, de acordo com o artigo 162 do Código de Processo Penal, a autópsia deve ser feita pelo menos seis horas após o horário do óbito, salvo exceções”.

Reportagem atualizada às 13h59 de 05/02/2020 para acrescentar o poosicionamento da Polícia Científica do Paraná.

Quer receber nossas principais notícias pelo WhatsApp? Se sim, clique aqui e participe do nosso grupo. Lembrando que apenas administradores podem enviar mensagens.

Sair da versão mobile