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02 de fevereiro de 2026

Por que as mulheres são maioria entre quem tem ensino superior completo no Brasil


Por Agência Estado Publicado 26/02/2025 às 13h51
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O número de mulheres com graduação completa já é maior do que o de homens, segundo dados de educação do Censo 2022, divulgados na manhã desta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Foto: UEPG

De acordo com os novos números, a porcentagem de brasileiros com ensino superior completo praticamente triplicou entre 2000 e 2022, passando de 6,8% para 18,4%. De forma geral, em 2022, as mulheres apresentavam em média melhor nível de instrução do que os homens.

Entre as mulheres com 25 anos ou mais, 20,7% possuíam nível superior completo, proporção que entre os homens da mesma faixa etária era de 15,8%. Já a proporção da população com 25 anos ou mais “sem instrução e fundamental incompleto” era de 37,3% entre os homens e 33,4% entre as mulheres.

Ainda há variações expressivas, no entanto, entre as áreas de graduação escolhidas por homens e mulheres. Dentre as 40 áreas de formação selecionadas pelo IBGE, a de “Serviço Social” foi a mais registrou a participação feminina. Em 2022, 93,0% das pessoas com curso de graduação concluído nesta área eram mulheres.

As mulheres registravam também participação expressiva entre as pessoas com cursos de graduação concluído em outras áreas, como “Enfermagem” (86,3%) e “Formação de professores sem áreas específicas” (92,8%). No polo oposto, no entanto, apenas 7,4% das pessoas com curso de graduação concluído em “Engenharia Mecânica e Metalurgia” eram mulheres.

Um outro indicador usado pelo IBGE, de anos de estudo, também dá vantagem às mulheres. Entre a população com 25 anos ou mais, elas apresentam uma média de anos de estudo (9,8 anos) superior à verificada entre os homens (9,3 anos).

A diferença da média de anos de estudos em favor das mulheres é mais ampla entre a população de até 49 anos, declinando nas faixas etárias mais avançadas. Na população com 80 anos ou mais, os homens chegam a apresentar uma média de anos de estudo (4,9 anos) ligeiramente superior à verificada entre as mulheres (4,8 anos).

As informações são da  Agência Estado.

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