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13 de março de 2026

Renner retira de lojas camiseta usada por réu de estupro coletivo no Rio


Por Agência Estado Publicado 13/03/2026 às 16h59
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A Renner retirou de suas lojas e canais digitais uma camiseta com os dizeres “regret nothing”, após a peça ser utilizada por Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, réu pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em um apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele se entregou à polícia na última quarta-feira, 4, vestindo a camiseta preta com a inscrição, que significa “não se arrependa de nada”, é associada a grupos com discurso misógino.

Em nota, a Renner afirmou que repudia qualquer forma de violência e negou relação da peça com movimentos extremistas.

“A empresa informa que o processo criativo da referida peça não tem qualquer relação com o movimento red pill, e que toda a base conceitual e estética foi pautada em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. Ainda assim, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e das lojas físicas”, informou a rede.

Simonin é um dos cinco acusados do estupro coletivo. De acordo com as investigações, a jovem foi espancada e estuprada por cerca de uma hora pelo grupo. Ele é filho do ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio José Carlos Costa Simonin. Após a repercussão do caso, outras vítimas procuraram à polícia para denunciar Vitor Hugo.

A origem da frase

A frase “regret nothing” foi popularizada pelo influenciador supremacista britânico Andrew Tate. Sua origem, segundo pesquisadores, remonta à expressão popularizada por Benito Mussolini durante o fascismo italiano, “me ne frego”, que significa “não me importo”, “não estou nem aí”.

Tate é réu em casos de estupro, tráfico humano e exploração sexual – acusações que ele nega. O influenciador é a principal referência das comunidades misóginas online na série Adolescência, da Netflix, que trata da influência dos discursos de ódio contra mulheres entre meninos e da omissão dos pais e da escola frente ao problema.

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