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02 de abril de 2026

Ritmo de aumento de juros em 50 pb por reunião é adequado, diz dirigente do Fed


Por Agência Estado Publicado 01/06/2022 às 18h27 Atualizado 20/10/2022 às 23h53
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O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em St. Louis, James Bullard, afirmou nesta quarta-feira que considera adequado o nível atual de aumento de juros em 50 pontos-base (pb) em cada reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).

Em evento virtual organizado pelo Clube Econômico de Memphis, o dirigente ressaltou que a autoridade monetária deve subir juros rapidamente para controlar a recente escalada inflacionária nos Estados Unidos.

Na visão dele, aumentar a taxa básica gradualmente ao longo deste ano e no próximo não seria adequado. “Se inflação estiver controlada, podemos reduzir juros no final de 2023 ou em 2024”, ressaltou.

Bullard, que tem direito a voto nos encontros do FOMC este ano, disse que espera que o Fed consiga reduzir a inflação “nos próximos trimestres ou anos”. Para ele, não há evidências de uma espiral de altas dos salários nos EUA.

O dirigente acrescentou que não prevê um quadro de recessão no horizonte econômico do país e destacou que a guerra na Ucrânia tem impacto mais forte na Europa. No entendimento dele, o dólar não perderá o status de moeda hegemônica no mundo no curto prazo.

Credibilidade

O presidente da distrital do Federal Reserve em St. Louis argumentou ainda que a atual situação macroeconômica dos Estados Unidos está prejudicando a credibilidade da autoridade monetária em relação à capacidade de manter a inflação na meta de 2%.

Ele explicou que as taxas de referência no mercado já subiram acima dos níveis pré-pandemia, ao contrário dos juros do BC americano. “O Fed ainda precisa ratificar o forward guidance estabelecido anteriormente, mas os efeitos na economia e na inflação já estão surgindo”, destacou.

Bullard lembrou que, antes da crise sanitária, o Produto Interno Bruto (PIB) crescia a 2,6%, a inflação PCE estava em 1,5% e a taxa de desemprego, em 3,6%. “Isso pode fornecer uma referência prática para onde a constelação de taxas pode se estabelecer quando a inflação estiver sob controle nos EUA”, destacou.

O líder da regional do Fed acrescentou que, embora estejam baixas, as expectativas de inflação ainda podem avançar.

Segundo ele, a autoridade monetária já subiu juros e prometeu fazer novas elevações, além de reduzir o balanço de ativos. “O forward guidance futura essas dimensões está ajudando o Fed a mover a política mais rapidamente para o grau necessário para manter a inflação sob controle”, avaliou.

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