Ver uma lagartixa andando pela parede de casa é algo comum no Brasil, especialmente à noite. Apesar do susto inicial, a presença desses pequenos répteis costuma indicar um ambiente com abrigo, calor e insetos — condições ideais para elas.
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Especialistas explicam que, na maioria das vezes, as lagartixas não fazem mal à saúde e ainda podem ser benéficas. As casas oferecem tudo o que os animais precisam para sobreviver: abrigo, alimento em abundância e um ambiente estável.
“Elas se alimentam principalmente de insetos e são praticamente inofensivas para os humanos”, explica o professor de Biologia Marcello Lasneaux, da Heavenly International School, em Brasília.
A maioria das lagartixas é noturna. Isso acontece porque, à noite, há menos predadores e mais insetos disponíveis, principalmente perto das lâmpadas. Os animais também têm olhos adaptados para enxergar no escuro, o que facilita a caça nesse período.
Outro fator é a temperatura. As lagartixas costumam circular perto de telhados e tetos, aproveitando o calor acumulado durante o dia e a movimentação de insetos no início da noite.
Para Camila Braga, professora de Biologia do Colégio Objetivo de Brasília, esse comportamento é típico de espécies que se adaptaram à convivência com pessoas. “A iluminação artificial atrai insetos, que acabam servindo de alimento para as lagartixas”, afirma.
Quais espécies são mais comuns dentro de casa?
A espécie mais encontrada em residências brasileiras é a lagartixa-de-parede, Hemidactylus mabouia. Ela é de origem africana, muito adaptada ao ambiente urbano e tolerante à presença humana. Costuma ser territorial e, em alguns casos, emite pequenos sons.
Também existem espécies nativas, como a lagartixa-verde e a lagartixa-dos-trópicos, que aparecem com menos frequência dentro das casas. Elas preferem áreas externas, como muros. Nenhuma dessas espécies é agressiva.
Lagartixas fazem mal ou transmitem doenças?
Não. As lagartixas não são conhecidas por transmitir doenças aos humanos em ambientes domésticos. O risco à saúde é considerado muito baixo, principalmente quando não há contato direto. A orientação é simples: não tentar pegar ou manipular o animal.
As lagartixas ajudam a controlar a população de insetos, como mosquitos, mariposas e pequenas baratas. “Esse controle natural é importante porque quebra o ciclo de reprodução”, explica Lasneaux. Elas também competem com aranhas, o que pode reduzir teias dentro de casa.
O principal cuidado apontado por especialistas é ambiental: a espécie mais comum nas casas não é nativa do Brasil e pode competir com lagartixas locais em áreas urbanas. Ainda assim, dentro das residências, o impacto costuma ser pequeno.
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