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12 de março de 2026

Tadalafila proibida pela Anvisa? Entenda o que realmente mudou e o alerta da agência


Por Fábio Castaldelli Publicado 12/03/2026 às 14h47
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A circulação de informações nas redes sociais levantou dúvidas entre consumidores: a tadalafila foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)? A resposta é não. O medicamento continua liberado no Brasil, desde que seja vendido em farmácias e mediante prescrição médica.

A confusão surgiu após a Anvisa determinar a proibição de alguns produtos específicos que utilizavam a substância de forma irregular, sem registro ou autorização para fabricação e comercialização.

Sometimes is isn’t as well as we want
Foto: Freepik

A tadalafila é um medicamento indicado principalmente para o tratamento da disfunção erétil e também da hiperplasia prostática benigna, sendo amplamente utilizado quando prescrito por profissionais de saúde.

Produtos com tadalafila foram proibidos

Em fevereiro deste ano, a Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição e propaganda do produto Tadala Pro Max. Segundo a agência, o item não possuía regularização sanitária.

Antes disso, em 2025, outro caso chamou atenção nas redes sociais: o Metbala, uma espécie de “goma” contendo tadalafila que viralizou na internet. O produto também foi proibido porque não possuía qualquer tipo de registro ou autorização da Anvisa.

Além disso, a agência identificou que a empresa responsável não tinha autorização para fabricar medicamentos, o que representa risco sanitário.

Outros produtos comercializados como “tadala natural” também sofreram restrições por falta de comprovação de segurança e eficácia.

Uso indiscriminado preocupa autoridades de saúde

A Anvisa também divulgou um alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos para disfunção erétil, especialmente fora das indicações médicas ou em produtos irregulares vendidos pela internet.

Entre as substâncias citadas pela agência estão:

  • tadalafila
  • sildenafila
  • vardenafila
  • udenafila
  • lodenafila

O uso recreativo ou estético dessas substâncias pode provocar efeitos adversos graves, como:

  • infarto
  • acidente vascular cerebral (AVC)
  • queda brusca da pressão arterial
  • perda de visão ou audição
  • dependência psicológica

Outro ponto de preocupação é a comercialização desses compostos em gomas, suplementos ou produtos voltados para desempenho físico, formatos que não são aprovados para conter essas substâncias.

Medicamento não pode estar em suplementos

A Anvisa reforça que medicamentos como a tadalafila não podem fazer parte da composição de suplementos alimentares ou produtos voltados para atividades físicas.

Essas substâncias são aprovadas apenas como medicamentos sujeitos à prescrição médica, após avaliação clínica adequada.

Recomendações da Anvisa à população

Para reduzir riscos à saúde, a agência orienta:

  • Não utilizar medicamentos manipulados sem prescrição médica.
  • Evitar produtos sem registro ou regularização na Anvisa.
  • Não consumir itens fabricados por empresas não autorizadas.

Orientações para profissionais de saúde

A Anvisa também recomenda que médicos e outros profissionais:

  • Realizem avaliação clínica antes da prescrição.
  • Monitorem possíveis interações medicamentosas e efeitos adversos.
  • Notifiquem eventos adversos no sistema VigiMed.
  • Denúncias de produtos irregulares podem ser registradas no Notivisa.

Embora a tadalafila continue sendo um medicamento aprovado e amplamente utilizado, o alerta da agência reforça que o uso sem orientação médica ou em produtos irregulares pode representar sérios riscos à saúde.

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