Tadalafila proibida pela Anvisa? Entenda o que realmente mudou e o alerta da agência
A circulação de informações nas redes sociais levantou dúvidas entre consumidores: a tadalafila foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)? A resposta é não. O medicamento continua liberado no Brasil, desde que seja vendido em farmácias e mediante prescrição médica.
A confusão surgiu após a Anvisa determinar a proibição de alguns produtos específicos que utilizavam a substância de forma irregular, sem registro ou autorização para fabricação e comercialização.

A tadalafila é um medicamento indicado principalmente para o tratamento da disfunção erétil e também da hiperplasia prostática benigna, sendo amplamente utilizado quando prescrito por profissionais de saúde.
Produtos com tadalafila foram proibidos
Em fevereiro deste ano, a Anvisa proibiu a fabricação, comercialização, distribuição e propaganda do produto Tadala Pro Max. Segundo a agência, o item não possuía regularização sanitária.
Antes disso, em 2025, outro caso chamou atenção nas redes sociais: o Metbala, uma espécie de “goma” contendo tadalafila que viralizou na internet. O produto também foi proibido porque não possuía qualquer tipo de registro ou autorização da Anvisa.
Além disso, a agência identificou que a empresa responsável não tinha autorização para fabricar medicamentos, o que representa risco sanitário.
Outros produtos comercializados como “tadala natural” também sofreram restrições por falta de comprovação de segurança e eficácia.
Uso indiscriminado preocupa autoridades de saúde
A Anvisa também divulgou um alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos para disfunção erétil, especialmente fora das indicações médicas ou em produtos irregulares vendidos pela internet.
Entre as substâncias citadas pela agência estão:
- tadalafila
- sildenafila
- vardenafila
- udenafila
- lodenafila
O uso recreativo ou estético dessas substâncias pode provocar efeitos adversos graves, como:
- infarto
- acidente vascular cerebral (AVC)
- queda brusca da pressão arterial
- perda de visão ou audição
- dependência psicológica
Outro ponto de preocupação é a comercialização desses compostos em gomas, suplementos ou produtos voltados para desempenho físico, formatos que não são aprovados para conter essas substâncias.
Medicamento não pode estar em suplementos
A Anvisa reforça que medicamentos como a tadalafila não podem fazer parte da composição de suplementos alimentares ou produtos voltados para atividades físicas.
Essas substâncias são aprovadas apenas como medicamentos sujeitos à prescrição médica, após avaliação clínica adequada.
Recomendações da Anvisa à população
Para reduzir riscos à saúde, a agência orienta:
- Não utilizar medicamentos manipulados sem prescrição médica.
- Evitar produtos sem registro ou regularização na Anvisa.
- Não consumir itens fabricados por empresas não autorizadas.
Orientações para profissionais de saúde
A Anvisa também recomenda que médicos e outros profissionais:
- Realizem avaliação clínica antes da prescrição.
- Monitorem possíveis interações medicamentosas e efeitos adversos.
- Notifiquem eventos adversos no sistema VigiMed.
- Denúncias de produtos irregulares podem ser registradas no Notivisa.
Embora a tadalafila continue sendo um medicamento aprovado e amplamente utilizado, o alerta da agência reforça que o uso sem orientação médica ou em produtos irregulares pode representar sérios riscos à saúde.
