Turistas “invadem” funeral na Tailândia achando que era restaurante
Um vídeo curioso que viralizou nas redes sociais mostrou turistas estrangeiros participando de um funeral na Tailândia após confundirem a cerimônia com um restaurante local. O que parecia um erro constrangedor acabou se transformando em uma experiência cultural marcante — e, segundo relatos, não foi um caso isolado.
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O registro foi publicado por Charantorn Chaloemkiad, membro da família, e mostra diferentes grupos de turistas sentados, comendo e interagindo. Longe de serem expulsos ou repreendidos, eles foram recebidos com hospitalidade e gentileza, vivendo na prática uma das tradições mais simbólicas da cultura tailandesa.
Por que a confusão aconteceu?
Na Tailândia, funerais estão longe de ser eventos fechados e silenciosos, como em muitos países ocidentais. As cerimônias costumam durar de três a sete dias e funcionam como verdadeiros encontros comunitários. Amigos, vizinhos, conhecidos — e até desconhecidos — podem participar, prestar condolências e, principalmente, compartilhar refeições.
A presença de mesas, cadeiras, grandes panelas de comida e pessoas circulando livremente faz com que, para um turista desavisado, o ambiente possa facilmente ser confundido com o de um restaurante popular ou evento aberto ao público.
A comida como símbolo central do ritual
Nos funerais tailandeses, a comida vai muito além da alimentação. Ela simboliza hospitalidade, generosidade e mérito espiritual do falecido. Oferecer refeições aos presentes é uma forma de acumular mérito, um conceito central no budismo, tanto para a família quanto para a alma de quem partiu.
Por isso, não é incomum que qualquer pessoa que apareça seja convidada a se sentar, comer e permanecer ali por algum tempo — exatamente o que aconteceu com os turistas que viralizaram nas redes.
Não foi só uma vez
Segundo o próprio relato de Charantorn Chaloemkiad, mais de um grupo de turistas acabou participando do funeral de sua família, sempre de forma respeitosa e bem recebida. A situação, apesar de inusitada, foi encarada com bom humor e como um reflexo da cultura aberta e acolhedora do país.
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