Turistas “invadem” funeral na Tailândia achando que era restaurante


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online

Um vídeo curioso que viralizou nas redes sociais mostrou turistas estrangeiros participando de um funeral na Tailândia após confundirem a cerimônia com um restaurante local. O que parecia um erro constrangedor acabou se transformando em uma experiência cultural marcante — e, segundo relatos, não foi um caso isolado.

Foto: Reprodução/Facebook/Charantorn Chaloemkiad

O registro foi publicado por Charantorn Chaloemkiad, membro da família, e mostra diferentes grupos de turistas sentados, comendo e interagindo. Longe de serem expulsos ou repreendidos, eles foram recebidos com hospitalidade e gentileza, vivendo na prática uma das tradições mais simbólicas da cultura tailandesa.

Por que a confusão aconteceu?

Na Tailândia, funerais estão longe de ser eventos fechados e silenciosos, como em muitos países ocidentais. As cerimônias costumam durar de três a sete dias e funcionam como verdadeiros encontros comunitários. Amigos, vizinhos, conhecidos — e até desconhecidos — podem participar, prestar condolências e, principalmente, compartilhar refeições.

A presença de mesas, cadeiras, grandes panelas de comida e pessoas circulando livremente faz com que, para um turista desavisado, o ambiente possa facilmente ser confundido com o de um restaurante popular ou evento aberto ao público.

A comida como símbolo central do ritual

Nos funerais tailandeses, a comida vai muito além da alimentação. Ela simboliza hospitalidade, generosidade e mérito espiritual do falecido. Oferecer refeições aos presentes é uma forma de acumular mérito, um conceito central no budismo, tanto para a família quanto para a alma de quem partiu.

Por isso, não é incomum que qualquer pessoa que apareça seja convidada a se sentar, comer e permanecer ali por algum tempo — exatamente o que aconteceu com os turistas que viralizaram nas redes.

Não foi só uma vez

Segundo o próprio relato de Charantorn Chaloemkiad, mais de um grupo de turistas acabou participando do funeral de sua família, sempre de forma respeitosa e bem recebida. A situação, apesar de inusitada, foi encarada com bom humor e como um reflexo da cultura aberta e acolhedora do país.

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