Veterinário expõe 3 raças de cachorro muito comuns no Brasil que nunca teria em casa
Escolher a raça de cachorro ideal é uma das decisões mais importantes para quem deseja adotar um pet, especialmente para tutores de primeira viagem. Para ajudar nessa escolha, o veterinário britânico Ben Simpson-Vernon, conhecido nas redes sociais como @ben.the.vet, viralizou ao revelar raças de cães que ele jamais teria em casa, algumas bem comuns em lares no Brasil, e explicou os motivos com base em sua experiência clínica.
Algumas das raças citadas pelo especialista estão entre as mais populares no Brasil, o que torna o alerta ainda mais relevante.

Logo no início do vídeo publicado no TikTok, Ben faz um esclarecimento: “Eu amo todos os cachorros, mas trabalhar com veterinária só deixa você muito exigente quando se trata de raças de cães.”
A seguir, veja as raças de cachorro que o veterinário evitaria ter como animal de estimação e os motivos apontados por ele.
1. Dobermann: predisposição a doenças cardíacas graves

1. Dobermann: alto risco de doenças cardíacas graves
Elegante, inteligente e muito leal, o dobermann é uma raça admirada por muitos tutores. No entanto, segundo Ben, o histórico de saúde desses cães é preocupante.
A raça tem alta predisposição à cardiomiopatia dilatada, uma doença cardíaca grave e silenciosa.
“É chocante quantos dobermanns desenvolvem esse tipo de problema no coração”, afirmou o veterinário.
O prognóstico, segundo ele, costuma ser ruim. Ben relatou já ter presenciado um cão da raça morrer subitamente. “Foi uma experiência traumática o suficiente para eu nunca ter um”, disse.
2. Border collie: raça que precisa de alta estimulação mental

O border collie é considerado uma das raças mais inteligentes do mundo, mas essa característica pode se tornar um desafio no dia a dia.
Apesar de serem geralmente saudáveis — com leve predisposição à epilepsia —, Ben destaca que muitos não se adaptam bem à vida sedentária comum em ambientes urbanos.
“Eles precisam de estímulo mental constante. Vejo muitos border collies ansiosos ou com comportamentos compulsivos, como girar em círculos”, explicou.
A raça exige exercícios diários, desafios cognitivos e rotina ativa, o que nem sempre é compatível com a realidade dos tutores.
3. Boxer: propenso a dezenas de doenças

Carinhoso, brincalhão e cheio de energia, o boxer também entrou na lista do veterinário por motivos de saúde.
Segundo dados citados por Ben, a raça pode desenvolver até 74 tipos diferentes de doenças, incluindo problemas cardíacos, cânceres e doenças oculares.
Entre as enfermidades mais comuns estão:
- estenose aórtica
- tumores cerebrais
- tumores de pele
- úlceras espontâneas da córnea
“Já vi muitos boxers com problemas demais para contar”, afirmou.
Com informações do Metrópoles, parceiro do GMC Online.
