Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

02 de abril de 2026

Ibovespa interrompe série negativa e sobe 0,33%, aos 155,2 mil pontos


Por Agência Estado Publicado 24/11/2025 às 18h49
Ouvir: 00:00

Vindo de perdas nas quatro sessões anteriores – e com ganho em apenas um dos últimos sete pregões desde a interrupção da sequência de 15 altas e de 12 recordes consecutivos de fechamento, até o dia 11 -, o Ibovespa iniciou a semana no campo positivo, mas distante da recuperação vista em Nova York, onde o índice amplo S&P 500 e o tecnológico Nasdaq avançaram nesta segunda-feira, 24, pela ordem, 1,55% e 2,69%. Aqui, o Ibovespa oscilou entre mínima de 154.529,17 e máxima de 155.832,28 pontos, saindo de abertura aos 154.769,37 pontos.

Ao fim, marcava 155.277,56 pontos, em alta de 0,33%, com giro a R$ 27,5 bilhões, forte para um começo de semana. No mês, sobe 3,84% e, no ano, 29,09%.

“Após uma realização de lucros ao longo dos últimos dias, o mercado inicia de forma tranquila uma semana mais curta nos Estados Unidos, pelo feriado de Ação de Graças na quinta-feira, o que tende a reduzir liquidez à frente. A semana traz dados importantes nos Estados Unidos, como os de inflação ao produtor, PPI, com efeito para a decisão de juros do BC americano, em dezembro”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

“Os dados de inflação a serem divulgados, o PPI, ajudarão a oferecer uma visão mais clara sobre o estágio atual da política monetária nos EUA. Diversos membros do FOMC comitê de política monetária do Federal Reserve têm expressado preocupação nas últimas semanas com a lentidão do processo de desinflação, especialmente no setor de serviços, que continua sendo o principal foco de pressão inflacionária”, observa em relatório a One Investimentos sobre o calendário da semana. Por aqui, será conhecida a prévia da inflação oficial do mês nesta quarta-feira, com o IPCA-15 referente a novembro.

Na B3, o dia foi de oscilações contidas, em ambas as direções, para os carros-chefes do Ibovespa, como Vale (ON -0,11%) e Petrobras (ON -0,49%, PN -0,09%). Entre os maiores bancos, as variações ficaram entre -0,73% (BB ON, na mínima do dia no fechamento) e +0,05% (Bradesco PN). Na ponta ganhadora, MRV (+3,94%), Assaí (+3,88%) e Vamos (+3,83%). No lado oposto, CSN Mineração (-6,26%), CVC (-5,46%) e Azzas (-2,44%).

Para Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos, o fechamento da curva de juros doméstica, na sessão, contribuiu para o bom desempenho da Bolsa nesta abertura de semana, antes que a agenda de dados ganhe fôlego. “Prisão de Bolsonaro não fez preço, na medida em que era esperada para algum momento, mas possível ruptura do presidente do Senado Davi Alcolumbre com o governo em torno da indicação do presidente Lula para o STF” requer atenção, pelo potencial de envolver pauta-bomba para as contas públicas, acrescenta.

“Dia bem de lado para o mercado, à espera da agenda da semana, em especial a da quarta-feira. Ainda se tem cautela com relação à possibilidade de pauta-bomba no Senado, o que impediu uma alta mais forte do Ibovespa nesta segunda”, pontua Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

“Tom meio morno para o mercado nesse começo de semana. Sem grandes movimentos no dia de hoje segunda, com dólar devolvendo um pouquinho da alta da semana passada e ajuste na curva de juros de baixa apoiado no discurso do presidente do BC, Gabriel Galípolo, em almoço da Febraban, de compromisso com inflação que ainda o incomoda, sem espaço para cortar Selic ainda este ano”, diz Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos. No fechamento, o dólar à vista mostrava leve baixa de 0,12%, a R$ 5,3950.

“A inflação mantém uma trajetória de desaceleração, mas em passos curtos, gradativos. Ainda estamos longe da meta e essa dinâmica lenta é exatamente o que sustenta a manutenção da Selic em 15%. Dezembro costuma trazer pressão de consumo, por causa das compras natalinas e da Black Friday, e Galípolo não quer arriscar um corte prematuro que gere uma inversão da curva”, avalia Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Esther Dweck: não estamos inchando a máquina, mas recompondo prestação de políticas públicas


A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal não está inchando o…


A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal não está inchando o…

Economia

Air France-KLM submete oferta inicial por fatia minoritária na TAP


A Air France-KLM, uma das maiores empresas aéreas da Europa, submeteu uma oferta inicial por uma fatia minoritária na TAP…


A Air France-KLM, uma das maiores empresas aéreas da Europa, submeteu uma oferta inicial por uma fatia minoritária na TAP…

Economia

Sem citar preço de passagens, aéreas dizem que alta no combustível terá ‘consequências severas’


Em reação ao reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) promovido pela Petrobras, a Associação Brasileira das…


Em reação ao reajuste de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV) promovido pela Petrobras, a Associação Brasileira das…