Justiça pede afastamento de coveiro denunciado por corrupção e vilipêndio de cadáver


Por Fábio Guillen
Foto: Arquivo / MPPR

A Justiça pediu nesta quarta-feira, 22, o afastamento provisoriamente de um coveiro denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por corrupção e vilipêndio de cadáver, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná. 

O coveiro e o filho foram proibidos de se aproximar do cemitério e de algumas pessoas que teriam sido vítimas de pedidos de vantagens indevidas e, também, de funcionários de uma funerária que presta serviços ao Cemitério Municipal. Segundo a denúncia, pai e filho teriam solicitado, para pelo menos duas pessoas, pagamento extra para realizar serviços que o coveiro deveria fazer como parte de sua função, como a exumação de cadáveres. 

Além disso, segundo o MPPR, teriam em diferentes ocasiões, vilipendiado cadáveres durante o sepultamento, tratando-os com desdém e desrespeito e proferindo palavras de desprezo aos falecidos. A investigação apurou ainda que o filho do coveiro, mesmo não sendo funcionário público, prestava serviços no cemitério com o pai, cobrando os serviços da população. 

O MPPR informou ainda que houve a terceirização dos serviços prestados no Cemitério Municipal e os denunciados teriam passado a dificultar o trabalho da funerária contratada pelo Município, abordando familiares dos falecidos para oferecer serviços no cemitério e pedindo a compra de materiais para sua execução. Além disso, teriam passado a ofender os funcionários da empresa.

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