Maior oferta de alimentos também contribuiu para segurar inflação, mostra IBGE
Os preços dos alimentos para consumo em casa voltaram ao território positivo em dezembro, após seis meses seguidos de quedas. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da aceleração, o resultado veio brando, considerando a época de aumento sazonal nesses produtos.
Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a mudança de bandeira tarifária, que resultou em queda na tarifa de energia elétrica, deu a maior contribuição para deter o IPCA de dezembro, mas a maior oferta de alimentos importantes na cesta de consumo das famílias também ajudou a segurar a inflação.
“Teve uma oferta de produtos alimentícios maior, o que ocorreu o ano todo”, lembrou Gonçalves. “A maior oferta de alimentos também contribuiu para segurar a inflação. Os alimentos têm o maior peso no orçamento das famílias. Então isso também ajudou a segurar o IPCA”, afirmou.
O grupo Alimentação e Bebidas saiu de um recuo de 0,01% em novembro para uma alta de 0,27% em dezembro, uma contribuição de 0,06 ponto porcentual para a taxa de 0,33% registrada pelo IPCA do último mês.
O índice de difusão de itens alimentícios, que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, passou de 64% em novembro para 55% em dezembro.
O custo da alimentação no domicílio subiu 0,14%, puxado por altas na cebola (12,01%), batata-inglesa (7,65%), carnes (1,48%) e frutas (1,26%). Entre as carnes, os destaques foram os aumentos no contrafilé (2,39%), alcatra (1,99%) e costela (1,89%), enquanto que, entre as frutas, subiram o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). Na direção oposta, houve recuos no leite longa vida (-6,42%), tomate (-3,95%) e arroz (-2,04%).
A alimentação fora do domicílio subiu 0,60% em dezembro: o lanche aumentou 1,50%, e a refeição teve elevação de 0,23%.
