Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

12 de novembro de 2024

Mercado global de bioinsumos pode atingir US$ 45 bilhões até 2032, segundo estudo CropLife/FGV


Por Agência Estado Publicado 10/11/2024 às 09h02
Ouvir: 00:00

O mercado global de bioinsumos agrícolas deve alcançar cerca de US$ 45 bilhões até 2032, se manter a taxa de crescimento anual entre 13% e 14%. Nesse ritmo, em oito anos, o mercado global dos insumos biológicos tende a triplicar, projeta estudo realizado pela CropLife Brasil – associação que representa a indústria de defensivos químicos, bioinsumos, biotecnologia e mudas e sementes – e pelo Observatório de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Em 2023, o valor do mercado global de bioinsumos somou entre US$ 13 bilhões e 15 bilhões, incluindo os segmentos de controle biológico, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores.

O setor de controle biológico é destaque no segmento, respondendo por 57% do mercado atual. “A tendência é que esses produtos continuem liderando a participação de mercado nos próximos anos”, prevê a pesquisa. A CropLife avalia que o crescimento do mercado de bioinsumos nos últimos 10 anos se deve, sobretudo, ao avanço acelerado do mercado nos últimos quatro anos e à adoção por parte dos produtores rurais como ferramenta para o manejo integrado de pragas.

Apesar do rápido crescimento do uso e do mercado de bioinsumos no Brasil, aspectos econômicos, regulatórios e jurídicos desafiam o avanço acelerado destes insumos no País, revela a pesquisa. De acordo com o estudo, entre os principais entraves para a expansão dos bioinsumos hoje no País estão a falta de capacitação para aplicação e a ausência de uma legislação específica para essa gama de produtos.

Na avaliação da CropLife e da FGV, o investimento nacional em pesquisa e desenvolvimento no Brasil tem mostrado resultados promissores. “Entretanto, o Brasil ainda se encontra atrás de líderes como os EUA, China e Coreia do Sul no número de patentes e inovações biotecnológicas no setor. Incentivar políticas públicas e parcerias estratégicas pode ser um caminho para fechar essa lacuna”, observam as entidades.

O estudo pondera que, apesar do avanço dos bioinsumos no mercado brasileiro, há desafios regulatórios em curso, dado que as legislações vigentes atuais são elaboradas para produtos químicos, sintéticos e minerais. Os bioinsumos estão enquadrados em legislações destinadas a produtos químicos, sintéticos ou minerais, como a Lei de Agrotóxicos e a Lei de Fertilizantes, sendo suas regulamentações adaptadas por meio de normas infralegais. Atualmente, um mesmo ingrediente ativo biológico pode ser enquadrado nessas atuais legislações distintas, sem um trâmite claro e unificado para registro e regras de comercialização. “Essas legislações possuem processos de registro e regras de comercialização, tributação, fabricação, transporte, armazenamento e uso completamente distintos. Esse cenário gera insegurança jurídica tanto para as indústrias quanto para os usuários de produtos biológicos, dificultando inclusive o estabelecimento de linhas de crédito específicas para o setor”, argumentam as entidades.

Para a CropLife e para a FGV, há questões regulatórias que requerem maior aprofundamento, como o Programa Nacional de Bioinsumos, as iniciativas legislativas em andamento no Congresso Nacional, a conexão com propriedade industrial e a conexão com o acesso ao patrimônio genético nacional.

Entre estes pontos, o setor aguarda um marco legal específico para os bioinsumos, com projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado, o PL 658/2021 e o PL 3668/2021, que visam regulamentar especificamente a produção, uso, registro e comercialização de bioinsumos no País. “A falta de um trâmite claro e unificado para o registro e a comercialização gera incertezas, sendo necessária a criação de regulamentações específicas, especialmente no que diz respeito à padronização dos processos industriais e à harmonização tributária. Assim há necessidade de normas específica para bioinsumos sanando essas incertezas e possível sobreposição”, defendem a CropLife e a FGV.

O estudo aponta que ambos os projetos de lei dispõem sobre a produção on farm (insumos para uso próprio fabricados na propriedade rural), mas, segundo o estudo, não estabelecem como será a participação de cada órgão (Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura) na avaliação tripartite dos produtos biológicos. De acordo com a pesquisa, “haverá necessidade de regulamentação infralegal” quanto à estrutura de governança do registro de produção para fins comerciais.

Em relação à capacitação, a pesquisa observa que a ausência de capacitação de parte dos produtores dificulta a adoção ampla dos bioinsumos, concentrando-se apenas nas principais culturas como soja, milho e cana-de-açúcar.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Quem é Rick Azevedo, vereador eleito que fundou movimento contra escala 6×1


Vereador eleito pelo PSOL no Rio de Janeiro com 29.364 votos, Rick Azevedo ganhou projeção nacional nos últimos dias graças…


Vereador eleito pelo PSOL no Rio de Janeiro com 29.364 votos, Rick Azevedo ganhou projeção nacional nos últimos dias graças…

Economia

Senador bolsonarista critica jornada de políticos e defende fim da escala 6×1


Em um vídeo publicado nesta terça-feira, 12, em suas redes sociais, o senador aparece com um cartaz comparando os dias…


Em um vídeo publicado nesta terça-feira, 12, em suas redes sociais, o senador aparece com um cartaz comparando os dias…

Economia

Senado instala segunda CPI para investigar as bets


O Senado instalou nesta terça-feira, 12, a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a atuação de plataformas de apostas no…


O Senado instalou nesta terça-feira, 12, a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a atuação de plataformas de apostas no…