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09 de janeiro de 2026

MP amplia apuração no São Paulo e cria força-tarefa com promotor que investigou Máfia do Apito


Por Agência Estado Publicado 09/01/2026 às 14h10
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As investigações sobre irregularidades e desvios de dinheiro no São Paulo serão intensificadas a partir da criação de uma força-tarefa criada pelo Ministério Público, conforme noticiado pelo Uol e confirmado pelo Estadão. Os promotores José Reinaldo Guimarães Carneiro e Tomás Busnardo Ramadan vão trabalhar junto do delegado Tiago Fernando Correia, responsável pelo caso na Polícia Civil, para dar maior celeridade ao processo.

Carneiro, autor do pedido de abertura do inquérito policial que está em andamento, atuou também nas investigações da Máfia do Apito e na apuração do escândalo de lavagem de dinheiro na parceria entre Corinthians e MSI, entre 2006 e 2007. Assim como Ramadan, tem vasta experiência no combate ao crime organizado.

O São Paulo e a gestão do presidente Julio Casares entraram na mira das autoridades depois de uma denúncia anônima que desencadeou diferentes frentes de investigação. O ponto inicial foi o vazamento de um áudio que revelava um esquema clandestino de comercialização de um camarote no MorumBis em noites de shows.

Mara Casares e Douglas Schawrtzmann, diretores flagrados na gravação, se afastaram dos cargos. O Ministério Público de São Paulo pediu a abertura de um inquérito policia, enquanto o São Paulo abriu sindicâncias (interna e externa) para apuração.

Em paralelo, a Polícia Civil de São Paulo passou a investigar diretores por supostos desvios de verba em vendas de atletas do clube. Ao todo, 35 saques em dinheiro vivo das contas do São Paulo que somam R$ 11 milhões são alvos de investigação.

A apuração chegou a empresas terceirizadas que prestam serviço ao clube. A Off Side, empresa responsável pela logística em jogos de times da Série A, é apontada como possível laranja no inquérito da Polícia Civil. A investigação mira a diretores são-paulinos. Off Side, São Paulo, Carlos Belmonte e Rui Costa, citados pela Polícia, negam irregularidades.

Os escândalos criaram tensão na gestão são-paulina e possibilitaram que a oposição se fortalecesse para pedir o afastamento de Casares e visar a eleição de 2026.

A defesa de Casares, representado pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, diz que “todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do Coaf, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.”

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