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02 de fevereiro de 2026

Ouro fecha em baixa, após sessão volátil, com redução de tensões no radar


Por Agência Estado Publicado 02/02/2026 às 15h50
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O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, 2, em um dia marcado pela volatilidade e após o tombo de mais de 10% da última sessão. Analistas buscam entender a dimensão do movimento, questionando se houve apenas uma correção após uma súbita valorização, que será seguida de novas altas, ou se os fundamentos tendem a continuar pressionando os preços. No noticiário, o começo de uma semana apontando negociações entre Estados Unidos e Irã reduz as tensões geopolíticas, o que torna ativos seguros, como a commodity, menos atrativos.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou em baixa de 1,95%, a US$ 4.652,6 por onça-troy. Na máxima do dia, o metal dourado chegou a ser cotado a US$ 4.905,6.

Já a prata para março caiu 1,94%, a US$ 77,009 por onça-troy.

O Deutsche Bank reafirmou sua visão de força para o metal, projetando uma cotação de US$ 6 mil a onça-troy. “Com base em declínios no preço do ouro nas décadas de 1980 e 2013, acreditamos que as circunstâncias atuais são diferentes. Em relação à década de 1980, argumentamos que as preocupações dos investidores em ouro estavam substancialmente relacionadas à inflação contínua. Consequentemente, o sucesso do Federal Reserve (Fed) na desinflação, conquistado com muito esforço, foi provavelmente crucial para estabelecer a fraqueza do ouro”, avalia.

“Hoje, acreditamos que o conjunto de motivações dos investidores é mais amplo e provavelmente não será atenuado. Na medida em que a inflação é uma preocupação, trata-se de uma possível inflação futura, e não da inflação contínua acima da meta”, pondera. “Em relação à queda em 2013, ela foi desencadeada pelo chamado “taper tantrum” (reação abrupta ao anúncio de redução do ritmo de flexibilização quantitativa). Hoje, a política do Fed parte de um cenário muito menos acomodatício, reduzindo o escopo para um potencial choque agressivo”, afirma o banco alemão.

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