Palmeiras gastou R$ 850 milhões com reforços em 2025 e ganhou R$ 600 milhões com vendas
O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou, em reunião na noite de terça-feira, 17, as contas do clube referentes a 2025. O clube apresentou o relatório de administração e as demonstrações financeiras aos conselheiros, que aprovaram o documento por unanimidade.
O Palmeiras afirma, no relatório, estar em um cenário de solidez institucional, com destaque para o superávit de R$ 292 milhões e a receita bruta recorde de R$ 1,783 bilhão que registrou no ano passado, impulsionada por premiações e negociações de atletas.
A agremiação registrou resultado financeiro superior ao que havia sido projetado no orçamento da temporada anterior, quando projetou meta de R$ 12,4 milhões.
O relatório mostra a importância da negociação de jogadores, que representa a maior fonte de renda do clube: R$ 602 milhões, valor que corresponde a 40% da receita bruta. Foi essencial para esse resultado as vendas do zagueiro Vitor Reis para o Manchester City, do meio-campista Richard Ríos para o Benfica e do jovem atacante e Estêvão para o Chelsea.
O clube investiu R$ 848 milhões em contratações de jogadores na última temporada, sem considerar o pagamento de luvas, que alcançaram R$ 122 milhões. Os valores com comissões foram altos. Apenas referente à compra do atacante paraguaio Ramón Sosa, o clube pagou R$ 12 milhões a dois intermediários.
Houve um salto expressivo de 374% nas premiações, totalizando R$ 327 milhões, devido principalmente à participação no Mundial de Clubes nos Estados Unidos.
Já a receita com licenciamentos da marca e franquias apresentou redução de 9% em relação ao ano anterior: R$ 35 milhões em 2025 e R$ 38 milhões em 2024.
