Coletores de lixo de Sarandi protestam na frente da prefeitura e prefeito diz que pode romper contrato; vídeo


Por Walter Tele
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Foto: Reprodução

Um pequeno grupo de trabalhadores da empresa Costa Oeste, responsável pela coleta de lixo de Sarandi, na manhã desta segunda-feira, 9, foi até a Prefeitura Municipal para protestar contra a posição do prefeito Carlos de Paula que, por meio de redes sociais, disse que o impasse teria que ser resolvido entre a empresa e o sindicato da categoria.

De Paula disse que a empresa é terceirizada e que o Município está com suas obrigações financeiras em dia – paga R$ 207,09 por tonelada de lixo coletada. Também afirmou que pode romper o contrato com a Costa Oeste se os serviços não forem executados conforme estabelecido no contrato. Mas o sindicato quer que o prefeito se envolva no imbróglio trabalhista.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Maringá e Região (Sinttromar), Emerson Viana, com o apoio de um caminhão de som estacionado na frente da prefeitura, na manhã desta segunda-feira, repetiu diversas vezes que “o prefeito tem, sim, responsabilidade”. Caminhões usados na coleta também permaneceram algum tempo à frente da Prefeitura.

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A categoria em greve tem cerca de 40 trabalhadores, que na sexta-feira, 6, decidiu paralisar os trabalhos caso as negociações não avançassem em 72 horas. Não chegou-se a um acordo, no entanto a Justiça do Trabalho decidiu que 90% da coleta sejam realizadas, já que se trata de um serviço essencial. O índice de adesão à greve não foi divulgado.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelo Sinttromar estão problemas na manutenção dos caminhões utilizados na coleta, falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), melhorias nas condições de trabalho, além da reivindicação por reajuste de salários, plano de saúde e uma bonificação no valor de R$ 800,00.

A reportagem não conseguiu contato com a Costa Oeste.

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