Concessionária toma atitude após abertura de estrada que desvia de pedágio em Marialva; entenda


Por Thiago Danezi
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Na véspera do feriado do Dia do Trabalhador, estrada rural aberta em Marialva segue em funcionamento com movimentação no entorno e mantém disputa entre Prefeitura e EPR. Foto: Colaboração | GMC Online

Na véspera do feriado prolongado do Dia do Trabalhador uma estrada rural aberta paralelamente à BR-376, em Marialva, segue no centro de uma polêmica entre a Prefeitura, os moradores e a a concessionária EPR Paraná. A via criada como alternativa de acesso para moradores da zona rural, agora é alvo de questionamentos sobre possível irregularidade na área de domínio público da rodovia federal.

Movimentação no entorno chama atenção

Nesta quarta-feira, 29, o portal GMC Online recebeu imagens que mostram trabalhadores atuando nas proximidades da estrada, além da presença de pilhas de pedras e canaletas de concreto ao longo do trecho.

Foto: Colaboração GMC Online

Já nesta quinta-feira, 30, foi possível observar que esses materiais estavam dispostos na lateral da estrada rural, enquanto o caminho alternativo continuava liberado e com fluxo normal de veículos. A movimentação reforça a permanência de intervenções na área, mesmo após o início da discussão sobre possível desvio irregular.

Segundo apuração já divulgada pelo GMC Online, a abertura do carreador teria sido uma medida emergencial para evitar o isolamento de famílias da zona rural. Moradores da região teriam sido afetados pela instalação de pórticos de pedágio na BR-376, o que motivou a criação de uma rota alternativa para garantir deslocamento, transporte escolar e escoamento da produção agrícola.

A Prefeitura de Marialva foi procurada novamente para comentar a movimentação mais recente, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Concessionária aponta possível irregularidade

A EPR Paraná, responsável pela concessão da rodovia, afirma que há indícios de que a estrada pode ter sido aberta dentro da faixa de domínio da BR-376, área sob responsabilidade da União e da concessionária. Em nota, a empresa reforça que o modelo de concessão foi definido com base em estudos técnicos e aprovado pelo poder concedente.

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A concessionária também alerta para riscos de segurança viária e impacto no sistema rodoviário, argumentando que rotas alternativas não planejadas podem comprometer o fluxo e expor usuários a condições inadequadas de tráfego.

A EPR informou ainda que acionou órgãos competentes e acompanha o caso, defendendo a adoção de medidas para preservar a segurança e o equilíbrio contratual da concessão. Enquanto isso, a estrada paralela à BR-376 segue em funcionamento normal, especialmente às vésperas do feriado do Dia do Trabalhador, período em que o fluxo na região tende a aumentar.

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